Novo ministro da Defesa escolhe civil para chefe de gabinete

Diplomata Paulo Lourenço desempenhava funções como cônsul-geral de Portugal em São Paulo, no Brasil.

Pela primeira vez na história do Ministério da Defesa, o titular do cargo inicia funções escolhendo um civil como chefe de gabinete, soube o DN.

João Gomes Cravinho, que tomou posse esta segunda-feira, escolheu para chefe de gabinete o diplomata Paulo Lopes Lourenço, até aqui cônsul-geral de Portugal em São Paulo.

A escolha marca um sinal claro da predominância que a diplomacia passa a ter na atividade do Ministério da Defesa em matéria de política externa - um setor habitualmente palco de rivalidades entre militares e diplomatas, observou uma das fontes.

Acresce que é mais um passo claro na civilização do Ministério da Defesa, opção seguida abertamente por José Pedro Aguiar-Branco e Azeredo Lopes perante fortes resistências dos militares.

Por outro lado, acrescentaram as fontes, traduz objetivamente uma perda de influência da hierarquia militar junto do gabinete do ministro da tutela - e que acabava por ser um fator de desconfianças entre a parte política e a castrense.

Não por acaso, os antigos ministros da Defesa Paulo Portas - de quem Paulo Lourenço foi assessor diplomático - e Augusto Santos Silva, como agora Azeredo Lopes na parte final do mandato, acabaram por substituir por civis os oficiais generais que chefiavam os seus gabinetes.

Como Paulo Gonçalves, João Gomes Cravinho - que não é diplomata de carreira - também estava colocado no Brasil mas como embaixador da UE.

João Gomes Cravinho foi durante vários anos secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

Paulo Lopes Lourenço estava em funções no consulado de São Paulo desde 2012 e é considerado próximo do ex-ministro Luís Amado, que tutelou a Defesa e depois a pasta dos Negócios Estrangeiros.

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