Ministro do Ambiente diz que só estudo do impacto pode mudar propostas para aeroporto do Montijo

A Associação de Pilotos Portugueses de Linha Aérea teme que o elevado número de aves nas imediações do local possa implicar o fecho do novo aeroporto com muita frequência.

O ministro do Ambiente disse esta sexta-feira que só com o estudo de impacto ambiental será feita, se for o caso, uma proposta de minimização de impactos, desmentindo a instalação de um radar de aves no novo aeroporto do Montijo.

"Não há nenhuma proposta da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), nem de radar nenhum. Não há sequer um estudo de impacto ambiental. E, portanto, só quando o estudo de impacto ambiental chegar é que o Ministério do Ambiente se pode pronunciar e fazer um conjunto de propostas de minimização de impactos, se for o caso", afirmou.

Em declarações à margem de uma conferência sobre Justiça Ambiental, no Porto, João Matos Fernandes, sublinhou que "o Ministério do Ambiente aguarda que o promotor do projeto entregue o estudo de impacto ambiental na Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para ser avaliado como qualquer outro projeto".

Em causa a notícia avançada pela TSF que dá conta que a grande população de aves na zona do novo aeroporto do Montijo poderia obrigar à instalação de um radar para sinalizar a presença das aves e que levou os pilotos a recomendar a reavaliação do projeto.

A Associação de Pilotos Portugueses de Linha Aérea teme que, a presença de um elevado número de espécies de aves, nas imediações do local, possa implicar o fecho do novo aeroporto com muita frequência, avança a TSF.

Segundo a mesma fonte, o primeiro estudo de impacto ambiental feito pela Ana-Aeroportos está a ser reformulado por ordem da APA, nomeadamente por falhas na análise da população de aves nas imediações, pedindo que o futuro aeroporto tenha um radar que monitorize, em tempo real, a movimentação das aves detetadas no local, algumas delas espécies protegidas da Reserva Natural do Estuário do Tejo.

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