Marinha tem 1000 efetivos em alerta permanente

Informação foi dada ao ministro da Defesa na primeira visita protocolar do governante ao ramo naval das Forças Armadas e que inclui a ida aos paióis do Marco do Grilo.

A Marinha tem "1000 militares, militarizados e civis em ação permanente" no território nacional e em missões externas, tendo navegado 44510 horas durante os 4277 dias de missão realizados em 2017.

A informação foi transmitida esta quarta-feira ao ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, na sua primeira visita protocolar ao ramo naval das Forças Armadas.

Recebido na base naval de Lisboa (Alfeite) pelo chefe do Estado-Maior da Marinha, almirante Mendes Calado, João Gomes Cravinho ficou a conhecer em detalhe como é que o ramo está organizado e como emprega os seus efetivos em missões de dissuasão, defesa militar e apoio à política externa do Estado.

Com uma força de reação imediata e forças permanentes em ação de soberania, apoiando a Autoridade Marítima Nacional no que toca ao exercício da autoridade do Estado no mar, a Marinha deu a conhecer ao ministro da Defesa que a eficácia da sua ação nas missões de busca e salvamento em 2017 foi de 96,5%.

Num mapa com a enorme área geográfica onde tem Portugal tem responsabilidades internacionais, em matéria de salvamento no mar, estavam indicadas as posições dos alertas e das operações realizadas em 2017, muitas delas no alto mar e até além dos limites da zona económica exclusiva portuguesa.

Os responsáveis da Marinha destacaram ainda a importância, para a economia nacional, dos projetos de construção e modernização de navios - bem como das ações de reparação e manutenção - em estaleiros portugueses, a par da instalação de equipamentos e tecnologias criadas e desenvolvidas por empresas portuguesas.

Exemplos disso são a recente entrada, pela primeira vez, de um submarino da classe Tridente nos estaleiros da empresa Arsenal do Alfeite, ou os três grandes programas de construção a iniciar nos próximos anos: um navio polivalente logístico, patrulhas oceânicas e um reabastecedor (nos estaleiros da West Sea em Viana do Castelo).

Esses projetos são considerados prioritários na revisão da Lei de Programação Militar (LPM) que está a ser ultimada no Ministério da Defesa, prevendo-se o seu envio ao Parlamento nas próximas semanas.

A visita de Gomes Cravinho, que incluiu a ida a bordo da fragata D. Francisco de Almeida, termina com a deslocação aos paióis do Marco do Grilo para verificar as condições de segurança e vigilância do material de guerra ali armazenado.

Estes paióis receberam parte do material que o Exército retirou dos paióis de Tancos após o furto ali ocorrido em junho de 2017 e também foram objeto de reforço das medidas de segurança decretadas na sequência do caso.

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