Marcelo garante não ter tomado posição sobre a PGR

O Presidente da República publicou uma nota no site da Presidência na qual nega que tenha tomado qualquer posição sobre a nomeação de Joana Marques Vidal

Em nota oficial publicada no site da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa afirma que já tinha esclarecido os jornalistas que "nunca manifestou, nem pública nem privadamente, qualquer posição sobre a posição respeitante à nomeação do Procurador-Geral da República".

Marcelo Rebelo de Sousa garante que já tinha esclarecido o assunto durante uma visita a Celorico de Basto: que não discutiu o assunto sobre a nomeação da PGR com ninguém. Isto depois de ser questionado pelos jornalistas sobre a notícia avançada pelo Observador na passada sexta-feira - que afirmava que Joana Marques Vidal já tinha informado Marcelo de que estava disponível para aceitar uma recondução - e pelo semanário Expressodurante o fim de semana, onde se escrevia que a recondução de Joana Marques Vidal estaria para breve. E que o primeiro-ministro, António Costa, e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já tinham combinado como e quando o anúncio iria ser feito.

A ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, que há um ano defendeu um mandato único para o PGR, recebe esta quarta-feira os partidos com assento parlamentar para discutir a nomeação do PGR.

A líder do CDS também pediu, entretanto, que o Presidente da República ouça os partidos sobre o processo de recondução da mais alta responsável do Ministério Público. Sendo que Assunção Cristas já fez a defesa pública da renovação de um novo mandato para Joana Marques Vidal.

A posição foi transmitida por Assunção Cristas no sábado, no final de uma reunião de cerca de uma hora com o presidente do Partido Popular (PP) espanhol, Pablo Casado, na sede do CDS-PP, em Lisboa. "Faço o apelo para que o senhor Presidente [da República, Marcelo Rebelo de Sousa] ouça os partidos neste processo. Sabemos bem que a competência da indicação é do Governo e da nomeação é do senhor Presidente da República, mas face à importância do tema e à necessidade de termos garantias quanto ao perfil próximo PGR - espero que a atual possa ser reconduzida -, entendemos que seria importante o chefe de Estado poder ouvir todos os partidos", justificou.

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