Marcelo diz que "é bom haver núcleo duro" de defesa na Europa

Presidente português está em Paris, onde assiste amanhã ao desfile militar do Dia da Bastilha, dedicado à Iniciativa Europeia de Intervenção.

O Presidente da República considera que um núcleo duro de defesa de países europeus com capacidades reforçadas "é bom" e que Portugal "tem capacidade para dar a sua opinião", devido à posição geoestratégica e ao envolvimento em missões militares.

"É bom haver um núcleo duro que defenda uma capacidade reforçada de atenção em termos de terrorismo, segurança, defesa, mas também de diálogo com os países vizinhos, e que faça a ponte com o Reino Unido", disse o Presidente da República, em declarações aos jornalistas em Paris, lembrando que a possibilidade do Brexit nos próximos meses torna ainda mais urgente este tema.

O Presidente da República chegou hoje à noite à capital francesa para participar no domingo no tradicional desfile militar do Dia da Bastilha, que este ano vai dar ênfase especial à Iniciativa Europeia de Intervenção, uma força coordenada pela França que reúne dez países europeus, incluindo Portugal.

"Portugal tem, pela sua posição geoestratégica e pelo conhecimento que tem do Sul da Europa, mas pela sua presença quer no Oeste, quer no Báltico, capacidade para dar a sua opinião junto de outros países que aqui estarão", afirmou o chefe de Estado.

Além de Portugal, a França convidou representantes da Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estónia, Finlândia, Holanda, Portugal e Reino Unido para se juntarem ao seu maior desfile anual.

Após o desfile, haverá também um almoço, onde aquela iniciativa será discutida.

"[O que é importante tratar nessa iniciativa é] Saber como a iniciativa se liga com a NATO, com o resto dos membros da União Europeia, que tipo de intervenções pode vir a ter. A Portugal interessa tudo o que tem a ver com a atenção ao Sul da Europa, as relações com África, o fomentar dessas relações e ver, em termos de cooperação económica e social, uma atenção especial a África", indicou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente defendeu ainda, tal como já tinha feito anteriormente, que "Portugal entende que não se coloca a questão de um exército europeu".

Além da participação do Presidente da República, que ficará na tribuna de honra, junto ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, Portugal vai ter mais quase 30 militares a participarem no desfile em Paris, com representação dos três ramos das Forças Armadas nacionais.

"Lideranças em velocidade de cruzeiros"

O Presidente da República afirmou este sábado que é do interesse da Europa "ter lideranças em velocidade de cruzeiro", para que haja distribuição de pastas entre os comissários das várias nacionalidades, relembrando a importância da paridade na escolha das personalidades.

"Não vou antecipar juízos, vamos esperar para ver. É do interesse da Europa que, respeitada a competência dos vários órgãos, e aí a competência, em última análise, é do Parlamento Europeu, possa ter lideranças em velocidade cruzeiro o mais rápido possível para que haja a distribuição das pastas", disse Marcelo aos jornalistas, reiterando a importância acrescida da rápida aprovação do quadro financeiro plurianual para Portugal.

Antes de um jantar na residência do embaixador de Portugal em França, o chefe de Estado falou sobre a confirmação de Ursula von der Leyen, candidata a presidente da Comissão Europeia, o que deverá ocorrer na terça-feira.

"Era muito importante que ficasse desde já [confirmada]", acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Quanto ao novo comissário europeu, o Presidente relembrou que caberá à presidente, caso seja aprovada, formar a equipa em conjunto com os governos, mas relembrou a importância da paridade.

"Primeiro, é preciso que haja presidente da Comissão Europeia investido, em segundo lugar, ele forma a equipa, neste caso ela. E com uma preocupação de paridade. O que implica olhar para a competência e apetência dos vários países e dos vários nomes", indicou Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois do desfile militar, Marcelo participa este domingo num almoço com personalidades como a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente da Comissão Europeias, Jean-Claude Juncker.

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