Tancos: Ministro diz ser "fundamental ter garantia" que as lições foram aprendidas

O ministro da Defesa afirmou hoje ser "fundamental ter a garantia que as lições foram aprendidas" com o "caso Tancos" e que no "próximo par de semanas" será possível divulgar resultados da auditoria à Polícia Judicial Militar em curso.

"Aquilo que é fundamental para mim é ter essa garantia, que todas as lições foram aprendidas, e penso que durante o próximo par de semanas será possível divulgar o resultado disso, dar conhecimento aos jornalistas, à opinião pública", afirmou João Gomes Cravinho, à margem da cerimónia militar que assinalou o fim da semana dedicada a celebrar o Dia do Exército, em Guimarães.

Fonte do Ministério da Defesa explicou à Lusa que João Cravinho referia-se aos "resultados da auditoria extraordinária aos procedimentos internos da Polícia Judiciária Militar [PJM], bem como às ações de investigação criminal desenvolvidas e promovidas por aquele corpo superior de polícia criminal, sendo que o relatório deverá estar concluído até ao final do ano", investigação essa pedida a 04 de outubro ainda pelo anterior titular da pasta da Defesa, Azeredo Lopes.

Questionado sobre se o roubo de armas dos paióis de Tancos e a descoberta de uma alegada encenação por parte da PJM para encobrir o desaparecimento e a descoberta das armas abalou a confiança no Exército, o ministro foi perentório: "A confiança [dos portugueses] nunca deixou de estar lá", disse.

"Naturalmente que houve coisas que não correram bem, mas o fundamental é agora sabermos, termos a certeza que as devidas lições foram aprendidas", explanou.

Sobre o que poderá mudar no Exército e na PJM, o ministro adiantou que "aquilo que vai mudar é a correção do que correu mal" e que isso "está num processo de examinação".

"O senhor chefe do Estado-Maior estará seguramente em posição de dar as garantias adequadas num curto período de tempo", assegurou João Cravinho.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.