Substituto de Robles é Manuel Grilo

Rita Silva, do movimento Habita, era a segunda da lista eleitoral mas não manifestou disponibilidade para substituir o vereador. O novo autarca foi dirigente da CGTP e da Fenprof e era até agora assessor do BE na área da educação

Manuel Grilo vai ocupar o cargo de vereador na câmara de Lisboa que pertencia a Ricardo Robles, cuja renúncia foi esta segunda-feira aceite pela Comissão Política do Bloco de Esquerda. O novo autarca tem 59 anos e já tinha substituído Robles na vereação, informa o comunicado publicado esta noite no esquerda.net.

O terceiro elemento da lista eleitoral do BE - Rita Silva, da Habita, era a segunda mas terá considerado que a direção deste movimento que luta pelo direito à habitação não é compatível com a vereação -- é membro do Conselho Nacional de Educação.

Foi professor do 1º ciclo e, como sindicalista da Fenprof, teve a responsabilidade dessa área. Exerceu também funções de dirigente da CGTP, fazendo parte do seu Conselho Nacional.

Atualmente, este histórico do Partido Socialista Revolucionário (o qual com a UDP e o Política XXi formou em 1999 o BE),que tinha deixado de lecionar em 2016, era assessor do Bloco para a educação e membro do Conselho Nacional da Educação. Esta área é um dos pelouros que o presidente da CML, Fernando Medina, atribuiu ao BE no âmbito do acordo com este partido para assegurar o governo da Câmara.

Refira-se que Rita Silva tem sido muito crítica da política de Medina, tendo já acusado o seu executivo de "ser o mais liberal de sempre". O combate à especulação imobiliária e àquilo que descreve como "onda de despejos" em Lisboa têm sido os cavalos de batalha da Habita nos últimos anos, depois de se ter dedicado aos despejos dos bairros ditos "de lata".

Robles renunciou ao cargo, depois de considerar que a sua "opção privada", de compra e tentativa de venda de um prédio por 5,7 milhões de euros, em Alfama, Lisboa, "forçada por constrangimentos familiares e no respeito pelas regras legais", acabou por revelar-se "um problema político real e criou um enorme constrangimento" à que seria a sua "intervenção como vereador".

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

"Corta!", dizem os Diáconos Remédios da vida

É muito irónico Plácido Domingo já não cantar a 6 de setembro na Ópera de São Francisco. Nove mulheres, todas adultas, todas livres, acusaram-no agora de assédios antigos, quando já elas eram todas maiores e livres. Não houve nenhuma acusação, nem judicial nem policial, só uma afirmação em tom de denúncia. O tenor lançou-lhes o seu maior charme, a voz, acrescida de ter acontecido quando ele era mais magro e ter menos cãs na barba - só isso, e que já é muito (e digo de longe, ouvido e visto da plateia) -, lançou, foi aceite por umas senhoras, recusado por outras, mas agora com todas a revelar ter havido em cada caso uma pressão por parte dele. O âmago do assunto é no fundo uma das constantes, a maior delas, daquilo que as óperas falam: o amor (em todas as suas vertentes).

Premium

Crónica de Televisão

Os índices dos níveis da cadência da normalidade

À medida que o primeiro dia da crise energética se aproximava, várias dúvidas assaltavam o espírito de todos os portugueses. Os canais de notícias continuariam a ter meios para fazer directos em estações de serviço semidesertas? Os circuitos de distribuição de vox pop seriam afectados? A língua portuguesa resistiria ao ataque concertado de dezenas de repórteres exaustos - a misturar metáforas, mutilar lugares-comuns ou a começar cada frase com a palavra "efectivamente"?

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O voluntariado

A voracidade das transformações que as sociedades têm sofrido nos últimos anos exigiu ao legislador que as fosse acompanhando por via de várias alterações profundas à respetiva legislação. Mas há áreas e matérias em que o legislador não o fez e o respetivo enquadramento legal está manifestamente desfasado da realidade atual. Uma dessas áreas é a do voluntariado. A lei publicada em 1998 é a mesma ao longo destes 20 anos, estando assim obsoleta perante a realidade atual.