Secretas sem quaisquer dados que alterem nível de ameaça

Secretária-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa diz que nível de segurança "mantém-se moderado".

A embaixadora Graça Mira Gomes disse esta terça-feira que o nível de ameaça à segurança interna "mantém-se moderado" e não existem dados relativos ao furto de material de guerra em Tancos que "levem a alterar essa situação".

A secretária-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SGSIRP) falava perante a Comissão parlamentar de Defesa, numa audição requerida pelo PS depois de o Expresso noticiar há semanas que o Ministério Público comunicou ao tribunal haver ainda material na posse de desconhecidos.

"Não me parece que haja questões de alarme social" nesta altura por causa do material furtado em Tancos e que alegadamente ainda está desaparecido, insistiu Graça Mira Gomes, embora sem desvalorizar a gravidade daquela situação.

"Não estamos a pôr o assunto em segundo plano", prosseguiu a SGSIRP, mas o processo está sob segredo de justiça e os serviços de informações não participam na investigação.

Graça Mira Gomes disse ainda que há "contactos constantes e permanentes" com as forças e serviços de segurança, bem como com as Forças Armadas e com os parceiros internacionais, em especial sobre o tráfico ilícito de armamento.

A SGSIRP informou ainda os deputados da Comissão de Defesa que nesta altura não existe qualquer ameaça terrorista dirigida contra Portugal.

Ler mais

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.