Santana apela à participação das mulheres na política

O líder da Aliança, a poucas horas de ter fechado as listas para os órgãos nacionais, fez um apelo à participação das mulheres na política, admitindo que há sempre mais homens representados.

No momento em que ainda decorre a votação para os órgão nacionais da Aliança, Pedro Santana Lopes confessou as dificuldades na elaboração das listas. "Há alguns zangados, nunca se consegue lugar para todos", admitiu. E lamentou que não haja mais participação das mulheres.

Justificou ainda a opção por ter um Senado no partido, em vez de um Conselho Nacional, com a ideia de tenta "reforçar a coesão social", já que este órgão com 30 membros eleitos terá ainda representantes do partido de todos os distritos. "Deveria haver uma câmara alta no país, com representação de parcelas do território e para amadurecer os grandes temas nacionais. Portugal até tem uma sala do Senado, é pena os preconceitos".

O facto de ter várias figuras na direção nacional do partido que saíram do PSD - casos de Martins da Cruz, Rosário Águas e Luís Cirilo - não o preocupa "Acho que está equilibrado", disse.

Justificou ainda o motivo pelo qual não convidou, como é hábito nos outros congressos, os partidos para assistirem ao encerramento. Considerou desagradável que estejam presentes a ouvir críticas no congresso a aplaudi-las. "Isso é da velha política e deve acabar!"

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

Premium

Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O governo continua a enganar os professores

Nesta semana o Parlamento debateu as apreciações ao decreto-lei apresentado pelo governo, relativamente à contagem do tempo de carreira dos professores. Se não é novidade para este governo a contestação social, também não é o tema da contagem do tempo de carreira dos professores, que se tem vindo a tornar um dos mais flagrantes casos de incompetência política deste executivo, com o ministro Tiago Brandão Rodrigues à cabeça.