Rui Rio não sabe é a favor ou contra a regionalização

Líder do PSD defende que processo só pode avançar com eleitores a decidir sobre lei com quadro de competências a transferir.

Rui Rio não sabe se é a favor ou contra a regionalização, mas entende que o processo só pode avançar com nova consulta popular e tendo por base uma lei que defina os poderes e verbas a transferir.

Em entrevista dada esta quinta-feira à rádio Observador, o presidente do PSD defendeu que essa transferência de poderes e verbas para as futuras regiões administrativas deve estar condicionada a um "quadro de rigor financeiro" como o que existe nas autarquias.

Considerando que a regionalização "é uma possibilidade" - e "a mais extrema num quadro de descentralização" - que deve ser debatida na próxima legislatura, Rio lembrou ter votado contra no referendo de há duas décadas porque se limitava a "retalhar o país" - o que voltaria a fazer hoje, embora a sua posição atual já seja "totalmente contra" esse processo de desconcentração e descentralização do país.

"Não sei", respondeu Rui Rio quando questionado sobre o processo de regionalização, acrescentando que essa posição é "a mais honesta" na atual fase em que se desconhecem os termos em que seria proposto aos portugueses.

Sobre as próximas eleições, em que voltou a desvalorizar a importância das sondagens e se escusou a falar sobre os nomes da lista de candidatos a deputados, o presidente do PSD reafirmou a sua oposição frontal aos julgamentos "na tabacaria" em vez de no tribunal.

Nesse sentido, Rui Rio revelou que "todos [os candidatos]" terão de "assinar um compromisso" de suspenderem o cargo se forem condenados em primeira instância - e de se demitirem se e quando a mesma sentença transitar em julgado.

Além de criticar a resposta do Governo aos incêndios, que viu como desculpabilizadora e responsabilizando terceiros, Rui Rio voltou a insistir na necessidade de "redimensionar e rearrumar" o quadro da Administração Pública - nomeadamente nos setores, como o da Educação, onde existem "funcionários a mais".