Já começou a recolha de assinaturas de futuro partido de Santana Lopes

"A Aliança assenta a sua matriz em três eixos fundamentais: Personalismo, Liberalismo e Solidariedade", lê-se na declaração do novo partido do ex-primeiro-ministro Santana Lopes

A recolha de assinaturas para a constituição da Aliança, o novo partido que o ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes pretende fundar, começou esta segunda-feira 'online', estando igualmente disponível a declaração de princípios assente no "personalismo, liberalismo e solidariedade".

Através da mesma página é ainda possível conhecer a Declaração de Princípios, na qual se pode ler: "antes de tudo, somos Portugueses, somos Europeus, somos Cidadãos do mundo. Vimos para Construir".

"A Aliança assenta a sua matriz em três eixos fundamentais: Personalismo, Liberalismo e Solidariedade", lê-se na declaração.

No sábado, em declarações ao semanário Expresso, o antigo militante do PSD que concorreu este ano à liderança dos sociais-democratas, em eleições que perdeu com 46% dos votos para Rui Rio, disse que a Aliança quer "garantir representação política" para poder "participar no processo de decisão, seja no Governo seja na oposição".

O futuro partido assume-se como defensor do "liberalismo, que promove a liberdade económica e a iniciativa privada como motores principais de crescimento".

"Defendemos um país mais competitivo e mais produtivo, estimulado por políticas fiscais atrativas e pela inovação. Um país a crescer a 3% e acima da média europeia", é referido.

A "União Europeia precisa de ser reformada e Portugal precisa de reforçar a sua atitude face à União"

A Aliança defende "Orçamentos de Estado equilibrados", considerando "vital o controle da despesa pública", mas também "a criação de mais riqueza e mais receita, para garantir saldos orçamentais positivos e ir amortizando a dívida".

Na declaração, o futuro partido de Santana Lopes assume-se como "europeu e europeísta", mas recusa "dogmas sobre a construção europeia", defendendo que a "União Europeia precisa de ser reformada e Portugal precisa de reforçar a sua atitude face à União".

"Temos de exigir à União Europeia que apoie metas quantificadas de desenvolvimento e não metas castradoras desse progresso. Precisamos de verdadeiros programas de desenvolvimento global e não só de fundos estruturais setoriais", observa.

"Queremos um Estado responsável, regulador e dinamizador em áreas vitais para o nosso país, que transcendem a esfera do privado. A saúde, a investigação e a coesão territorial deverão ser prioridades absolutas de intervenção"

Focada num "imperativo absoluto da coesão territorial", a Aliança enumera vários exemplos de infraestruturas que precisam de melhor aproveitamento e investimento como a rede rodoviária, os portos, estruturas aeroportuárias ou os transportes públicos.

"Queremos um Estado responsável, regulador e dinamizador em áreas vitais para o nosso país, que transcendem a esfera do privado. A saúde, a investigação e a coesão territorial deverão ser prioridades absolutas de intervenção. Simultaneamente, defendemos reformulação das funções do Estado e a diminuição do seu peso em setores não ligados às áreas estratégicas", anuncia.

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Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.