Rangel volta aos incêndios e acusa Costa de "incompetência", "incúria" e "negligência"

As notícias desta quarta-feira nos jornais de que há metade da frota de aeronaves de combate aos fogos paradas serviu de mote a Paulo Rangel para um ataque violento a António Costa, a quem acusou de "incompetência", "incúria" e "negligência"

De manhã foi mais soft. Apelou apenas à "serenidade" e à "elevação" de António Costa, mas à hora do almoço, na Associação Humanitária dos Bombeiros do Dafundo, subiu muito o tom. Paulo Rangel voltou aos incêndios para atacar de forma violenta o líder do PS e primeiro-ministro, depois de ter sido ele próprio alvo de crítica por, no dia anterior, ter sobrevoado de helicóptero as regiões devastadas pelos incêndios de 2017. "Agora percebi a preocupação com o helicóptero. Quem não os tem para pôr nas bases áreas está preocupado com o que foi ao terreno", disse.

O cabeça de lista do PSD, num almoço em que participaram várias figuras do locais do partido e militantes, aludiu às notícias do dia que apontam para 18 aeronaves que não estão operacionais, no momento em que começa a época de combate aos incêndios "Metade da frota parada e por culpa do governo", afirmou Rangel, e disparou novamente: "Foi ao Parlamento [no último debate quinzenal] e tinha a obrigação de dizer que tinha apenas metade dos equipamentos a 15 de maio".

Paulo Rangel centrou todo o ataque no secretário-geral do PS, que lembrou ter sido antigo ministro da Administração Interna. "Incompetência", "incúria" e "negligência" foi as palavras que usou como arma de arremesso contra o também primeiro-ministro. Acusou-o ainda de não ter conseguido em dois anos resolver o problema do SIRESP.

Rangel justificou também a sua visita às áreas afetadas pelos incêndios de 201/. "Fizemos uma visita técnica, acompanhados por técnicos. Com preocupação". E disse não perceber o "nervosismo", a "agitação" e a falta de "serenidade" do cabeça de lista do PS e do líder socialista sobre esta visita.

Garantiu que foram os eurodeputados do PSD que trabalharam no reforço do Mecanismo Europeu de Proteção Civil e para que se crie uma força europeia com o mesmo fim. "A nossa agenda não é de agora, é antiga e já teve efeitos europeus".

Antes de Paulo Rangel já tinha falado o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros do Dafundo, Armando Soares, que também foi pouco meigo para o governo. "Os incêndios de Pedrógão Grande e de Ourém num país civilizado teriam dado era a queda do governo, mas em Portugal não aconteceu. Foi uma vergonha!"

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