Marcelo galardoado com prémio Fernández Latorre. "Sinto-me profundamente honrado"

O Presidente da República foi distinguido com o prémio Fernández Latorre pelo "seu contributo para a promoção das relações bilaterais entre Espanha e Portugal". Pela primeira vez, o galardão é entregue a um chefe de Estado estrangeiro

"Sinto-me profundamente honrado, porque é a primeira vez que é concedido a um chefe de Estado estrangeiro", afirmou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, depois de saber que foi galardoado com o prémio Fernández Latorre, atribuído em memória do fundador do jornal La Voz de Galicia , pela promoção das relações bilaterais entre Espanha e Portugal.

Em entrevista ao jornal La Voz de Galicia, o chefe de Estado português destaca a importância desta distinção. "Prémio Fernández Latorre honra um dos mais importantes nomes da imprensa galega. Serve para nos recordar a centralidade de valores como a liberdade de opinião e de imprensa, pilares essenciais para a vitalidade e o futuro das nossas sociedasdes democráticas", considerou.

Marcelo Rebelo de Sousa recordou que desde 1965 e até ser eleito Presidente da República, em 2016, colaborou regularmente em diferentes meios de comunicação, tendo estado à frente de "vários jornais portugueses de prestigio, como o semanário Expresso". "Por isso não podia estar mais honrado com esta distinção num momento em que a imprensa europeia atravessa tantos e tão diversificados desafios".

Para o Presidente da República, o prémio é "um sinal da profunda amizade que une Espanha a Portugal, e que torna a nossa relação com Galiza única e especial".

A distinção foi decidida por unanimidade pelo Conselho de Curadores do galardão, que tem um valor de 10 mil euros

Segundo o jornal galego, a distinção de Marcelo Rebelo de Sousa, na 60.ª edição deste prémio, "foi concedida em reconhecimento do seu contributo para a promoção das relações bilaterais entre a Espanha e Portugal" e decidida por unanimidade pelo Conselho de Curadores do galardão, que tem um valor de 10 mil euros.

Marcelo é descrito como "um incansável promotor" das relações bilaterais ibéricas

Na sua decisão, o júri considerou que personalidades como o chefe de Estado português fizeram com que as relações transfronteiriças entre Espanha e Portugal sejam agora "um modelo de coesão" para a União Europeia.

"Sempre fui assim; otimista, lutador, persistente, trabalhador e muito ativo"

Marcelo Rebelo de Sousa é descrito como "um incansável promotor" das relações bilaterais ibéricas, desde os seus tempos de comentador televisivo.

Questionado pelo jornal sobre qual é o seu segredo para tanta energia e vitalidade, o Presidente da República responde que é a sua maneira de ser. "Sempre fui assim; otimista, lutador, persistente, trabalhador e muito ativo".

"As pessoas sabem que não se muda de maneira de ser, muito menos na minha idade, prestes a completar 70 anos [a 12 de dezembro]. Talvez ajude que, apesar do cargo e dos compromissos, continuo a viver na minha casa de sempre, mantenho as minhas rotinas e todos os dias banho-me no Atlântico", destacou Marcelo Rebelo de Sousa.

Marcelo Rebelo de Sousa deverá receber o prémio no último trimestre deste ano, entregue pelo rei de Espanha, Felipe VI, em data a acertar.

Para o Presidente da República, Portugal e Espanha têm que "levar mais longe" a relação bilateral

Aguarda "com expectativa" a visita à Galiza, que conhece "muito bem desde criança". "A Galiza tem com Portugal uma rica, diversificada e multifacetada relação. Basta recordar que o peso da Galiza nas nossas exportações supera o Brasil".

Marcelo quer, no entanto, "levar mais longe" os intercâmbios entre Portugal e Espanha em diversas áreas, "como a economia, a cultura, o património e o turismo".

O Presidente da República deslocou-se a Madrid numa curta visita oficial logo oito dias após ter tomado posse, em março de 2016.

Em abril deste ano, realizou uma visita de Estado de três dias a Espanha, durante a qual esteve em Madrid e em Salamanca, com o rei Felipe VI.

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