Presidente da Câmara de Torres Vedras também quer redução dos passes

Depois de o presidente da câmara de Lisboa, Fernando Medina, também o autarca de Torres Vedras quer reduzir o preço dos passes dos transportes públicos

"A Câmara Municipal de Torres Vedras quer a redução do custo dos passes dos transportes públicos", afirma a autarquia.

O Governo fez saber que está a estudar a redução do preço dos passes dos transportes públicos em todo o país, depois de o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, ter defendido a descida do custo dos passes sociais na área metropolitana da capital e no Porto. Agora é o autarca de Torres Vedras, Carlos Bernardes que também defende a medida.

"Em causa está o trabalho desenvolvido entre a Comunidade Intermunicipal do Oeste - OesteCIM e a Área Metropolitana de Lisboa, com vista a que os utilizadores dos transportes públicos de passageiros usufruam das mesmas condições que os utilizadores de transportes das áreas metropolitanas", explica, em comunicado, a Câmara de Torres Vedras. O tema foi levado à reunião do executivo municipal esta terça-feira.

Governo quer reduzir preço dos passes dos transportes públicos em todo o país

"A medida visa a promoção da utilização dos transportes públicos em detrimento do uso de viaturas individuais", justifica a autarquia. Carlos Bernardes junta-se assim a Fernando Medina, que quer ver inscrito no próximo Orçamento de Estado um novo sistema de passes sociais com um custo máximo de 30 euros mensais dentro da cidade de Lisboa e 40 euros por mês para os 18 municípios da área metropolitana. Uma medida que defendeu em entrevista ao Expresso.

Dias depois, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que o Governo está a estudar a possibilidade de descer o preço dos passes sociais em todo o país, uma medida. O governante afirmou ao Jornal de Negócios e ao Público que a medida pode custar ao Estado e às autarquias 95 milhões de euros.

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.