Pedro Duarte. "Tudo o que seja para melhorar é bem vindo"

Ex-deputado, que já se afirmou disponível para disputar a liderança, diz estar a acompanhar como "observador" o que se passa no partido

"Deixei clara a minha posição há meses, acho que quando mudamos para melhor é sempre um progresso e uma evolução". Foi com estas palavras que Pedro Duarte, antigo deputado e líder da JSD, reagiu hoje à polémica que atravessa o PSD, com Luís Montenegro a preparar-se para desafiar a liderança de Rui Rio. Mas o ex-secretário de Estado não quis concretizar se a frase se aplica a uma futura mudança da liderança.

Pedro Duarte, que falava à margem da 1ª Convenção do Movimento Europa e Liberdade, que decorre hoje na Culturgest, em Lisboa, diz estar a acompanhar como "observador" os mais recentes acontecimentos no partido e escusou-se a comentar um eventual avanço de Montenegro. Mas foi dizendo que "tudo o que seja para melhorar é bem vindo - "Tudo o que seja para melhorar podem contar comigo"

O ex-deputado já assumiu que está disponível para protagonizar uma candidatura à liderança do partido: disse-o em entrevista ao Expresso, no verão, defendendo então que o PSD deveria mudar de estratégia "tão cedo quanto possível". Questionado sobre se mantém agora essa disposição, nomeadamente num cenário de avanço de Montenegro, o antigo secretário de Estado disse ser "prematuro" pronunciar-se, voltando a afirmar-se como "observador".

Luís Montenegro disse na quarta-feira, aos microfones da TSF, que em breve falará sobre o futuro do PSD. "Entendo que este estado de coisas tem de acabar e isto tem de mudar: o PSD assim não se vai conseguir afirmar", refereiu então.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.