ONU condecora paraquedistas portugueses na República Centro-Africana

Os 156 militares portugueses destacados na República Centro-Africana (RCA) foram condecorados com a medalha das Nações Unidas, informou esta sexta-feira o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

Este terceiro contingente de capacetes azuis portugueses é formado por 153 militares do Exército - dos quais 123 paraquedistas - e três da Força Aérea, que terminam a sua missão no início de setembro, adiantou o EMGFA.

A cerimónia decorreu quinta-feira no quartel-general dos militares portugueses, Camp M´Poko, e foi presidida pelo representante especial do secretário-geral da ONU, António Guterres, na RCA.

Na sua intervenção, o embaixador Parfait Onanga-Anyanga destacou "os momentos determinantes em que a Força de Reação Rápida portuguesa marcou a diferença, contribuindo significativamente para o sucesso da missão" das Nações Unidas, "em particular na proteção da população local indefesa".

Presentes na cerimónia estiveram ainda, entre outros, o comandante operacional da ONU, tenente-general senegalês Bala Keitá, e o comandante da Missão de Treino da UE na RCA, brigadeiro-general português Hermínio Maio.

O quarto contingente que inicia funções em setembro é constituído por 179 militares sob o comando do tenente-coronel paraquedista Verdelho Fontoura.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.