Novo diretor-geral de Energia afastado há meses pelo antecessor

Despacho de cessação de funções de João Bernardo atribui-lhe alegadas "falhas no cumprimento das atribuições" como diretor de serviços.

O demitido diretor-geral de Energia e Geologia, Mário Guedes, afastara em março o agora seu sucessor por lhe atribuir "falhas no cumprimento das atribuições" com "impacto negativo no serviço público".

A justificação consta do despacho de cessação de funções de João Bernardo, que esta terça-feira - cerca de 24 horas após o ruir da estrada entre Borba e Vila Viçosa - substituiu Mário Guedes por escolha do secretário de Estado da tutela, João Galamba.

João Bernardo era diretor de serviços da Direção de Serviços de Sustentabilidade Energética desde 2015. Três anos depois, conforme noticiou esta terça-feira o jornal digital Observador o então diretor-geral de Energia e Geologia considerou necessário "imprimir uma nova orientação à gestão" daquela estrutura.

"No decurso das funções" de João Bernardo, escreveu Mário Guedes, "ocorreram vários factos que determinam a necessidade de imprimir uma nova orientação à gestão da identificada direção de serviços, designadamente, falhas no cumprimento das atribuições, com impacto negativo no serviço público, enquanto órgão máximo da Administração Pública, que representando um forte indicador da necessidade, não esgotam as razões, na medida em que o próprio diretor-geral tem perceção da urgência numa mudança na gestão daquela direção de serviços".

Importava assim, argumentou Mário Guedes, "permitir uma atuação mais eficaz e a melhoria da capacidade e qualidade de resposta e relacionamento a oferecer e que se exige a um serviço público, num quadro de coordenação estratégica, de equipa, de proximidade e de melhor interação e articulação entre colaboradores, unidades, serviços e entidades, bem como na necessária redefinição dos parâmetros de eficiência, eficácia e qualidade necessárias à melhor prossecução do interesse público".

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