Martins da Cruz diz que Governo "envergonhou a polícia e envergonhou Portugal"

Embaixador e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros intervinha no congresso fundador do partido Aliança, de Pedro Santana Lopes.

A recente proibição de entrada na Venezuela de oito polícias para reforçar a segurança das instalações diplomáticas portuguesas levou o embaixador Martins da Cruz a acusar este sábado o Governo de ter envergonhado a polícia e o país.

O Executivo "não preparou a viagem", que decorreu "tarde e a más horas" no domingo, "fê-lo depois de ter anunciado que ia deixar de reconhecer" o presidente Nicolás Maduro - pelo que "envergonhou a polícia e envergonhou Portugal. E ainda tentou abafar o caso", insistiu o antigo chefe da diplomacia portuguesa e embaixador junto da NATO.

Martins da Cruz intervinha no congresso fundador do partido Aliança, que decorre este fim de semana em Évora e onde estavam presentes alguns representantes de comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. "Temos de as saber proteger e defender onde quer que estejam", frisou o diplomata, ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas (2002-2003) no governo de Durão Barroso.

"A diáspora portuguesa é também a identidade nacional de Portugal", destacou Martins da Cruz, , lamentando qur a política esteja a "afastar-se dos problemas das pessoas" e em que a rigidez do sistema político-partidário está a abrir espaço a "forças inorgânicas" e populismos que "estão a procurar furar esse bloqueio".

A propósito da Europa, Martins da Cruz disse esperar que a UE "respeite a soberania dos seus membros" e "seja aberta ao mundo", sem "muros como alguns querem construir" - e sobre a qual a Aliança "será indispensável no debate político português e europeu", concluiu o embaixador que se filiou no partido de Pedro Santana Lopes após este romper com o PSD de Rui Rio.

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