Marcelo falou com Vitorino para o felicitar

O chefe de Estado diz que a eleição do ex-comissário europeu para diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações reforça o papel de Portugal na cena internacional

Marcelo Rebelo de Sousa já falou com António Vitorino para o felicitar "calorosamente" pela sua eleição, por aclamação, para diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações, segundo uma nota da Presidência da República.

O Presidente da República estendeu essas felicitações ao Governo, nomeadamente ao primeiro-ministro, António Costa, e ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, "e neles a diplomacia portuguesa por mais esta excelente vitória, que confirma e reforça o papel do nosso País na cena internacional".

"A eleição do Dr. António Vitorino tem uma grande importância para Portugal, numa área tão relevante e sensível como a das migrações", refere ainda a nota do Palácio de Belém​​​​​​​.​​​​​​​​​​​​​​

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.