Marcelo assume "grande vontade" de se recandidatar a Presidente

O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, falava na Cidade do Panamá, onde participa nas Jornadas Mundiais da Juventude.

À pergunta se espera ser o chefe de Estado a poder receber as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), em Lisboa, em 2022, como chefe de Estado, começou por dizer: "Eu tenho dito que a minha decisão [de se recandidatar a Presidente] é só em meados de 2020".

"Saio daqui - e amanhã [domingo] admito que mais - com uma grande vontade de, se Deus me der saúde e se eu achar que sou a melhor hipótese para Portugal, com uma grande vontade de me recandidatar", afirmou o Presidente

Questionado sobre o que o faz ter dúvidas, o Presidente português adiantou: "Tenho de ter saúde e tenho de ver se não há ninguém em melhores condições para receber o Papa".

O chefe de Estado português falava aos jornalistas depois de ter participado na missa presidida pelo papa Francisco na basílica de Santa Maria La Antigua, padroeira do Panamá, e antes de um encontro com o seu homólogo panamiano.

Marcelo Rebelo de Sousa, assumidamente católico praticante, chegou ao Panamá na sexta-feira à noite para participar nas suas primeiras JMJ e já se encontrou com o Papa Francisco (ver foto principal).

"Estou, verdadeiramente, muito entusiasmado, primeiro porque há muitos peregrinos portugueses, segundo porque há uma presença muto grande de episcopado português, terceiro porque há a presença - que sei que é muito significativa aqui para o Panamá -- da imagem [peregrina] de Nossa Senhora de Fátima", declarou.

Em declarações à Rádio Renascença e à Agência Ecclesia, o Presidente explicou as suas intenções e revelou pormenores da conversa que teve com o Papa Francisco.

Por fim, o Presidente da República referiu não esconder que veio "na expectativa, no desejo de que no final destas jornadas" haja uma "grande alegria para Portugal", com o eventual anúncio pelo Papa de que as próximas Jornadas Mundiais da Juventude se realizarão em Portugal, em 2022.

"Para nós, além de possível, é desejável. E todos nós já começamos a sonhar, mas só podemos sonhar, verdadeiramente, a partir de domingo, mas começamos a sonhar com o que será junto ao Tejo poder haver o acolhimento de milhares e milhares e milhares de jovens de todo o mundo, numa grande jornada de juventude, de fé, mas também de paz, de diálogo, de tolerância, de entendimento e poder isso realizar-se em Portugal que tem defendido a paz, a tolerância e o entendimento", afirmou.

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