Marcelo acredita que Orçamento será "aprovado sem problema"

Em Marvão, o Presidente da República disse acreditar que o Orçamento para 2019 será "aprovado sem problemas". Falou depois de uma receção ao corpo diplomático e antes do Festival Internacional de Música do Marvão.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse neste sábado que o Orçamento do Estado para 2019 (OE 2019) vai ser "aprovado sem problema". Foi antes de assistir a um concerto no Festival Internacional de Música do Marvão (FIMM), no distrito de Portalegre, e após uma receção ao corpo diplomático em Portugal

"Como tenho dito, aquilo que sinto e que penso, na base da realidade política portuguesa, é de que o OE 2019 será aprovado sem problema", afirmou o Presidente da República. Acrescentou ainda ter "boas" expectativas sobre os encontros com os partidos que estão agendados para 30 e 31 deste mês".

"Eu tenho boas [expectativas]. Claro que é, não direi uma rotina, mas um hábito adquirido, ouvi-los periodicamente. Não tem nada de dramático, precisamente a ideia é desdramatizar, ouvi-los serenamente sobre as perspetivas no futuro imediato", disse aos jornalistas.

A quinta edição do FIMM prolonga-se até ao dia 29, inclui 40 concertos, que envolvem 300 músicos de 20 nacionalidades, assim como conferências, iniciativas para crianças ou encontros gastronómicos.

Segundo o Presidente da República, que já no ano passado visitou o FIMM, trata-se de "um festival espetacular, de nível europeu e mundial", para o qual convidou neste ano o corpo diplomático representado em Portugal, para que os embaixadores possam "admirar o que é num concelho lindíssimo".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Catarina Carvalho

Assunto poucochinho ou talvez não

Nos rankings das escolas que publicamos hoje há um número que chama especialmente a atenção: as raparigas são melhores do que os rapazes em 13 das 16 disciplinas avaliadas. Ou seja, não há nenhum problema com as raparigas. O que é um alívio - porque a avaliar pelo percurso de vida das mulheres portuguesas, poder-se-ia pensar que sim, elas têm um problema. Apenas 7% atingem lugares de topo, executivos. Apenas 12% estão em conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa - o número cresce para uns míseros 14% em empresas do PSI20. Apenas 7,5% das presidências de câmara são mulheres.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

Quando não podemos usar o argumento das trincheiras

A discussão pública das questões fraturantes (uso a expressão por comodidade; noutra oportunidade explicarei porque me parece equívoca) tende não só a ser apresentada como uma questão de progresso, como se de um lado estivesse o futuro e do outro o passado, mas também como uma questão de civilização, de ética, como se de um lado estivesse a razão e do outro a degenerescência, de tal forma que elas são analisadas quase em pacote, como se fosse inevitável ser a favor ou contra todas de uma vez. Nesse sentido, na discussão pública, elas aparecem como questões de fácil tomada de posição, por mais complexo que seja o assunto: em questões éticas, civilizacionais, quem pode ter dúvidas? Os termos dessa discussão vão ao ponto de se fazer juízos de valor sobre quem está do outro lado, ou sobre as pessoas com quem nos damos: como pode alguém dar-se com pessoas que não defendem aquilo, ou que estão contra isto? Isto vale para os dois lados e eu sou testemunha delas em várias ocasiões.