Jerónimo: reposição das 35 horas é boa, falta reforço de profissionais

Secretário-geral do PCP defende que reposição das 35 horas de trabalho na saúde foi "uma das medidas mais justas". E critica Governo por não avançar com mais contratações

O secretário-geral do PCP defende que a reposição das 35 horas semanais de trabalho no setor da saúde, hoje em vigor, foi "uma das medidas mais justas" e critica o Governo por não avançar com mais contratações.

"Aquilo que nós dizemos é que foi uma das medidas mais justas tendo em conta o estado em que se encontravam os profissionais de saúde, de cansaço, de esgotamento, de procurarem corresponder às suas responsabilidades com um horário de trabalho justo", declarou hoje Jerónimo de Sousa, que falava em conferência de imprensa, na sede do PCP, Lisboa, para apresentar as conclusões da reunião do Comité Central que se realizou no sábado.

Questionado sobre os alertas que têm sido feitos para uma possível redução da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde, Jerónimo de Sousa começou por dizer que esses alertas têm sido feitos até por parte de Rui Rio, presidente do PSD, e de Assunção Cristas, presidente do CDS-PP, que "com um bocadinho de falta de coragem não são capazes de dizer que estão contra".

Para o PCP, "aquilo que se exigia e a resposta que não foi encontrada foi reforçar a saúde com mais profissionais que, como é sabido, estão em falta".

"As 35 horas estão bem aplicadas, o que não está a ser bem feito é o Governo não criar as condições" para contratar mais médicos, mais enfermeiros e mais profissionais de saúde, visando "o respeito pela conquista das 35 horas" de trabalho semanais.

A partir de hoje, enfermeiros, assistentes operacionais, auxiliares e técnicos de diagnóstico e terapêutica e fisioterapeutas recuperam as 35 horas de trabalho semanais e começam uma paralisação por tempo indeterminado.

A paralisação dos enfermeiros vai abranger todos os profissionais que excedam as 35 horas semanais de trabalho ou as 42 para os que têm horário acrescido.

Os sindicatos exigem o cumprimento do acordo coletivo de trabalho, que refere que os enfermeiros têm direito a um horário normal de 35 horas, podendo ser alargado, de forma opcional, com aumento de salário.

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