GalpGate. Tribunal recusa suspender processo e ex-secretários de Estado arriscam acusação

Juiz de Instrução Criminal ordenou ao Ministério Público que o inquérito prossiga relativamente a quase todos os arguidos do caso das viagens pagas pela Galp

Os três antigos secretários de Estado de António Costa e o seu ex-assessor arguidos no caso das viagens pagas pela Galp aos jogos do Euro 2016 arriscam a acusação, após o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa ter, esta sexta-feira, recusado o pedido de suspensão do processo.

Em causa estão os ex-secretários de Estado Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira, bem como e o antigo assessor de Costa Vitor Escária, constituídos arguidos pelo crime de recebimento indevido de vantagem.

Em nota enviada ao DN, a Procuradoria-Geral da República confirmou ter sido notificada "da não concordância da juiz de Instrução Criminal com a decisão do MP de suspender provisoriamente o processo em relação a 10 arguidos".

Entre eles, segundo avançou o Observador em primeira mão, contam-se os ex-governantes e o antigo assessor referidos.

O Ministério Público (MP) pedira a suspensão provisória do processo a troco de pagamento de uma coima, segundo fora avançado pelo jornal i e noticiado pelo DN:

A investigação ao caso, relativo ao pagamento pela Galp de viagens de avião e bilhetes para ver jogos da Seleção no Euro 2016 a vários responsáveis políticos, "prossegue, sujeito a segredo de justiça", conclui o Ministério Público na referida nota.

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