Futebol alivia tensão entre ministros europeus da Administração Interna

Reunião europeia presidida pela Áustria foi dominada pelo dossier das migrações

A passagem da Croácia à final do Mundial de futebol na Rússia ajudou a aliviar os trabalhos desta quinta-feira do conselho europeu da Justiça e Assuntos Internos (JAI) em Innsbruck, sob a presidência austríaca e dedicada às migrações.

Portugal, que pela primeira vez nos conselhos JAI ficou colocado - após alteração feita pela equipa do ministro austríaco Herbert Kickl - entre a França e a Croácia, esteve representado pelo ministro Eduardo Cabrita.

A Áustria é um dos países europeus da linha dura na abordagem do problema das migrações, por oposição a Estados membros como Portugal, que tem dominado a agenda política da UE nos últimos anos.

Proteção das fronteiras, políticas de asilo e cooperação policial foram alguns dos temas do encontro, que fontes da delegação portuguesa disseram ao DN ter sido marcado por vários momentos de forte tensão.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

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Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.