Europeias: Paulo Rangel acusa PS e Pedro Marques de não levarem a sério as eleições

O candidato do PSD às Europeias acusou esta noite o Partido Socialista e o cabeça de lista Pedro Marques de "não levarem a sério" as eleições.

"Isto não é altura de brincar às eleições, ou quer mesmo ir ao Parlamento Europeu ou não quer, e se não quer tem de dizer que não quer, não pode viver na ambiguidade, a enganar. Não pode viver a prometer que vai ser deputado para depois deixar de ser", afirmou Paulo Rangel.

O cabeça de lista do PSD às eleições para o Parlamento Europeu defendeu que Pedro Marques revela "ambiguidade" nas respostas que dá na campanha sobre se irá assumir o seu mandato se for eleito ou se "está a fazer um estágio para depois ser nomeado comissário europeu, se disso for o caso".

"Isso revela que o Partido Socialista e o seu cabeça de lista não levam a sério estas eleições porque não estão em condições de dizer se respeitam ou não a escolha do eleitorado", acusou, num jantar com militantes e simpatizantes da candidatura, em Arganil.

No seu discurso, Paulo Rangel manifestou indignação pela "visão burocrática e centralista" do Governo PS e avisou que o Portugal pode "perder o dinheiro" do fundo de solidariedade atribuído pela Comissão Europeia.

"O que existe é burocracia e mais burocracia e corremos o risco de chegar ao fim e perder o dinheiro e ter de o mandar para Bruxelas outra vez. É esta a consideração que o Governo de António Costa tem", disse.

Rangel frisou que, dos 50 milhões de euros do fundo de solidariedade da Comissão Europeia, "metade foi para a administração central e outra metade está paralisada em burocracias".

"Nem um cêntimo até agora a população destes territórios viu. Esta gente não merece o nosso voto, nem merece o nosso apoio", apelou Rangel, considerando que no dia 26 de maio o PSD "tem todas as condições para uma enorme vitória".

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