Europeias. PAN teve o melhor resultado em Oeiras

O partido Pessoas-Animais-Natureza elegeu, pela primeira vez, um eurodeputado, Francisco Guerreiro.

Nas eleições europeias de domingo, mais de 160 mil portugueses votaram no partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN). Foi o sexto partido mais votado ao conseguir 5,08% dos votos que o levaram a eleger, pela primeira vez, um eurodeputado, Francisco Guerreiro.

Foi no distrito de Lisboa que o partido de André Dias teve uma maior expressão com 52 310 votos (6,79%), mas, em contraponto, não conseguiu nem um em Barrancos, em Beja, concelho onde chegou aos 2,97% dos votos. Uma realidade bem diferente registou-se em Oeiras, onde o partido, fundado em 2009, teve 5258 votos, o que corresponde a 7,88%. Ou seja, este foi o concelho do país, no distrito de Lisboa, que registou a maior percentagem alcançada pelo PAN no domingo.

Aliás, os distritos com maior densidade populacional revelaram-se as regiões do território nacional onde o PAN conseguiu conquistar mais eleitores. Depois de Lisboa, obteve no Porto 33 544 votos e em Setúbal conseguiu 17 051 eleitores.

É também no distrito de Lisboa que encontramos a freguesia com a maior percentagem de votos no PAN. Carvoeira, com 10,03%, em Mafra, concelho onde o partido ficou na quarta posição, com 7,67% dos votos. A nível de distritos, oscilou, de acordo com os totais nacionais, entre a 5.ª e a 7ª formação política mais votada.

O quarto mais votado entre os emigrantes

Entre os portugueses no estrangeiro, o Pessoas-Animais-Natureza foi o quarto partido mais votado, com 7,13%.

Os resultados obtidos nestas europeias tornam o PAN num dos grandes vencedores de domingo. A noite eleitoral de 26 de maio revelou ser "de consolidação do percurso de um projeto político que tem sido feito desde 2011", afirmou André Silva, tendo sublinhado que o partido "não é uma moda".

O PAN conseguiu o voto de 167 516 portugueses e vai agora integrar o grupo dos Verdes no Parlamento Europeu, um feito histórico depois de, em 2015, ter elegido André Silva pelo círculo eleitoral de Lisboa como deputado na Assembleia da República. Esta eleição - de um deputado de um novo partido - revelou-se, na época, uma surpresa, uma vez que foi a primeira vez que aconteceu desde 1999.