Marcelo assina apelo conjunto ao voto com os presidentes da UE

Mensagem publicada em vários jornais do Velho Continente assina simbolicamente a celebração do Dia da Europa.

O Presidente da República português e os homólogos de todos os Estados membros da UE assinam esta quinta-feira uma mensagem de apelo ao voto nas eleições europeias, publicada em vários jornais europeus.

"A Europa é a melhor ideia que alguma vez tivemos", afirmam os 21 subscritores deste "apelo comum" - publicado simbolicamente no Dia da Europa - que concordam com a necessidade de "um debate político vibrante sobre o melhor caminho a seguir" para salvaguardar "a integração e a unidade europeias".

Esta é uma iniciativa conjunta dos chefes de Estado de todos os países que integram a UE, excetuando os sete que têm monarcas. Em Portugal, o texto é publicado nos jornais Público, Jornal de Notícias e Correio da Manhã.

Os presidentes da República pedem aos cidadãos europeus que se empenhem ativamente "nesta grande ideia de uma Europa pacífica e integrada", que surgiu "depois de o nacionalismo desenfreado e de outras ideologias extremistas terem conduzido a Europa à barbárie de duas guerras mundiais".

"Não podemos e não devemos tomar a paz, a liberdade, a prosperidade e o bem-estar como garantidos", advertem, salientando que cabe aos cidadãos decidir "o caminho que a UE deve seguir", nas eleições de maio para o Parlamento Europeu, que em Portugal se realizam no dia 26.

"Nós, os chefes de Estado da Bulgária, República Checa, Alemanha, Estónia, Irlanda, Grécia, França, Croácia, Itália, Chipre, Letónia, Lituânia, Hungria, Malta, Áustria, Polónia, Portugal, Roménia, Eslovénia, Eslováquia e Finlândia convidamos, por conseguinte, todos os cidadãos europeus com direito de voto a participar nas eleições para o Parlamento Europeu, no final de maio de 2019", escrevem.

Os 21 presidentes consideram que, "mais do que nunca, a UE enfrenta grandes desafios", referindo que, "pela primeira vez desde o início da integração europeia, as pessoas falam em reverter uma ou mais etapas de integração, tais como a livre circulação ou a abolição de instituições comuns".

Além disso, referem que, "pela primeira vez, um Estado-membro pretende sair da União" - o Reino Unido - e que, "em simultâneo, outros reclamam por mais integração na UE, ou na zona euro, ou falam de uma Europa a várias velocidades".

"Os pontos de vista sobre estas matérias divergem entre os cidadãos e os governos dos Estados-membros, tal como entre nós, chefes de Estado. No entanto, todos concordamos que a integração e a unidade europeias são essenciais e que pretendemos continuar a Europa como uma União", declaram.

Os 21 chefes de Estado defendem que "a Europa é capaz de suportar uma grande diversidade de opiniões e ideias", mas que "não se pode certamente regressar a uma Europa em que os países já não sejam parceiros iguais, mas oponentes".

Os subscritores argumentam ainda que "os efeitos das alterações climáticas, do terrorismo, da globalização económica e das migrações não ficam confinados às fronteiras nacionais" e têm de ser enfrentados "em conjunto, como parceiros iguais a nível institucional".

Juntos manifestam-se a favor de "uma Europa forte e integrada", que "assente nos seus cidadãos", que "reveja constantemente o seu trabalho com um olhar crítico" e "seja capaz de se reformar a si própria".

"A nossa Europa unida precisa de uma forte votação pelos povos. É por isso que vos convidamos a exercer o vosso direito de voto. É o nosso futuro europeu comum que está no boletim de voto", reforçam.

Dos 28 Estados-membros da UE, sete têm monarcas na chefia do Estado: Bélgica, Luxemburgo, Países Baixos, Reino Unido, Espanha, Suécia e Dinamarca.

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