Encontros com Marcelo e Costa marcam início da visita de Aga Khan a Portugal

Encontros com o Presidente da República e com o primeiro-ministro e um discurso na sala do Senado, no parlamento, marcam as cerimónias dos 60 anos de Aga Khan como líder dos muçulmanos ismaelitas, a partir de hoje em Lisboa.

A comunidade ismaelita é constituída por cerca de 15 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo e o seu líder espiritual, o príncipe Aga Khan, escolheu Lisboa para a sede da comunidade, bem como para o encerramento das comemorações.

Já em Portugal desde sexta-feira, país onde de resto vai ter residência oficial, o príncipe inicia a sua visita oficial hoje e é recebido com honras de chefe de Estado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e tem depois um encontro com o primeiro-ministro, António Costa, participando à noite num jantar em sua honra, oferecido pelo chefe de Estado, no Palácio de Queluz.

Na terça-feira é recebido na Assembleia da República, onde fará um discurso (sala do Senado) e inaugura uma exposição. Aga Khan visita depois o local do futuro "Ismaili Imamat" (imamato ismaelita), a sede mundial dos ismaelitas, que esta semana estão em força em Portugal, uma presença estimada em 45 mil visitantes.

Nos últimos dois dias de visita a Portugal Aga Khan, segundo o programa oficial, tem encontros com a comunidade ismaelita, na zona do Parque das Nações, onde desde quinta-feira decorrem iniciativas culturais sobre os 60 anos de liderança.

Aga Khan reúne-se ainda com investigadores ligados a 16 projetos que a os ismaelitas financiam, no âmbito de um protocolo de cooperação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

A chamada comunidade muçulmana "Shia Imami Ismaili", um ramo dos muçulmanos xiitas, vive espalhada por cerca de 30 países, com as maiores comunidades na Europa a residirem na Grã-Bretanha, França e Portugal, onde vivem cerca de 7.000 membros.

Aga Khan fundou uma das maiores redes privadas para o desenvolvimento do mundo, empregando 80.000 pessoas.

A AKDN, Aga Khan Development Network, é hoje um grupo de agências privadas internacionais que procuram melhorar as condições de pessoas em várias regiões do mundo, com um orçamento anual, para atividades sem fins lucrativos, que ronda os 600 milhões de euros.

Números oficiais da AKDN indicam que a organização trabalha em 30 países, incluindo Portugal.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

Premium

Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O governo continua a enganar os professores

Nesta semana o Parlamento debateu as apreciações ao decreto-lei apresentado pelo governo, relativamente à contagem do tempo de carreira dos professores. Se não é novidade para este governo a contestação social, também não é o tema da contagem do tempo de carreira dos professores, que se tem vindo a tornar um dos mais flagrantes casos de incompetência política deste executivo, com o ministro Tiago Brandão Rodrigues à cabeça.