"É muito importante para Portugal que o Executivo de Costa termine a legislatura"

Ao jornal "La Voz de Galicia", Marcelo considera que o Governo deve dar prioridade às questões sociais, como "a saúde pública, a justiça e a educação"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acredita que o Governo, apoiado pela esquerda parlamentar, vai levar o seu mandato até ao fim, disse em entrevista ao jornal La Voz de Galicia, no âmbito da atribuição do prémio Fernández Latorre, que, pela primeira vez distinguiu um chefe de Estado estrangeiro.

"A pouco mais de um ano das eleições legislativas no meu país, considero politicamente muito importante para Portugal que o Executivo de [António Costa] termine a legislatura, evitando crises internas", afirmou o Presidente da República. Aliás, uma posição que, voltou a sublinhar, defende desde que tomou posse.

"Deve continuar com a consolidação orçamental, sustentar o crescimento criando condições para que possa ser duradouro e esteja assente em mais exportações e, sobretudo, investimento"

Questionado sobre quais são os principais problemas que Portugal e eo Executivo de António Costa enfrentam atualmente, Marcelo Rebelo de Sousa considera que o "governo não deve baixar os braços nem ter demasiada confiança". "Deve continuar com a consolidação orçamental, sustentar o crescimento criando condições para que possa ser duradouro e esteja assente em mais exportações e, sobretudo, investimento", defendeu.

"Deve-se evitar que este longo ano eleitoral, que já começou, contorne os debates essenciais para os portugueses e que faça regressar crispações inúteis do passado"

Ao Governo, o chefe de Estado pede que seja dada mais atenção às reinvidações sociais, "como a saúde pública, a justiça e a educação". Marcelo deseja que o Executivo consiga terminar a reoganização do poder político em Portugal, "como a descentralização, de forma mais sustentada, justa e realista".

Ao jornal galego, Marcelo faz ainda um apelo : "Deve-se evitar que este longo ano eleitoral, que já começou, contorne os debates essenciais para os portugueses e que faça regressar crispações inúteis do passado"

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?

Premium

Catarina Carvalho

O populismo na campanha Marques Vidal

Há uma esperança: não teve efeito na opinião pública a polémica da escolha do novo procurador-geral da República. É, pelo menos, isso que dizem os estudos de opinião - o número dos que achavam que Joana Marques Vidal devia continuar PGR permaneceu inalterável entre o início do ano e estas últimas semanas. Isto retirando o facto, já de si notável, de que haja sondagens sobre este assunto.