Deputados sem acesso à listagem do material furtado de Tancos que apareceu

Segredo de justiça impede Exército de comunicar inventário do material furtado em Tancos que foi recuperado e listado pela Polícia Judiciária Militar.

O Exército disse ao Parlamento estar impedido de apresentar a listagem do material furtado de Tancos e que foi recuperado.

A informação consta da nota distribuída esta terça-feira aos deputados da Comissão parlamentar de Defesa e enviada pelo chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Rovisco Duarte.

A listagem completa do material recuperado, pedida pelo CDS, foi feita pela Polícia Judiciária Militar (PJM). O material à guarda do Exército foi depois "objeto de um auto de apreensão" por parte da PJ a 18 de junho de 2018 onde estavam elencados os referidos bens apreendidos, precisou o CEME.

Como esse documento está classificado como confidencial e "não existindo autorização da autoridade judiciária competente" para falar sobre o assunto, Rovisco Duarte ficou assim impedido de a enviar ao Parlamento.

Os deputados receberam o documento no final da audição da secretária-geral do Sistema de Segurança Interna (SGSSI) e momentos antes de começar a da secretária-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SGSIRP), Graça Mira Gomes. À tarde vai decorrer a audição do CEME.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.