Costa e geringonça tentam dar "passo em frente" nas pensões

António Costa fala em entrevista ao Expresso da agenda que está a negociar com os partidos à esquerda para o Orçamento do Estado.

"A verdade se conseguimos dar mais algum passo em frente".

É assim, sem se comprometer com uma solução final, que o primeiro-ministro explica o que o Governo e os partidos da 'geringonça' estão a negociar para diminuir o impacto dos cortes nas pensões das pessoas que se reformam antecipadamente - mas tendo ao mesmo tempo carreiras contributivas muito longas.

"Estamos a negociar", diz António Costa, numa entrevista ao Expresso que será divulgada na íntegra no sábado, mas de que o semanário começa agora a antecipar excertos.

Sobre o fim dos cortes nas pensões antecipadas dos pensionistas com carreiras contributivas longas, o chefe do Governo salientou que já foram dados "dois passos decisivos": o primeiro foi "a eliminação de qualquer tipo de penalização" para os que se reformaram aos 60 anos tendo uma carreira contributiva de 48 anos; e o segundo, a possibilidade de reforma aos 60 anos sem penalização para quem tenha 46 anos de serviço e tenha começado a descontar aos 15 anos.

Agora, acrescentou, do que se trata é então de "trabalhar para procurar fazer justiça agora a quem não teve a oportunidade de ter a infância que podia ter tido".

O Expresso diz que na entrevista "António Costa aborda o período eleitoral do próximo ano, foca também o tema dos incêndios, a situação na Saúde, o caso Robles e a procuradora-geral da República", entre outros temas.

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