Marcelo: com compra do SIRESP o Estado fica à vontade para "controlar e fiscalizar"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que com a compra total do SIRESP o Estado fica "à vontade para dirigir, acompanhar, monitorizar, controlar e fiscalizar" o sistema.

À margem de uma visita ao Lar Militar da Cruz Vermelha Portuguesa, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre a reportagem da TVI, segundo a qual o SIRESP continua a falhar precisamente nos mesmos locais onde falhou nos grandes incêndios em 2017.

Escusando-se a comentar a reportagem uma vez que não a viu, o Presidente da República reiterou que o Estado "fez bem" ao "assumir em plenitude a responsabilidade pelo SIRESP".

"Já tinha havido ao longo dos anos uma grande controvérsia sobre o funcionamento, nada como o Estado em vez de ser minoritário passar a ser maioritário. E ao ter a totalidade do capital ficar à vontade para dirigir, acompanhar, monitorizar, controlar, fiscalizar", afirmou.

Já sobre a questão do possível encerramento rotativo das urgências de obstetrícia em Lisboa durante os meses de verão, Marcelo Rebelo de Sousa insistiu que "há iniciativas parlamentares para audição na Assembleia da República de responsáveis da ARS", preferindo aguardar por esses esclarecimentos.

"Vamos ver qual é o esclarecimento que é dado na próxima semana e depois eu me pronunciarei, se for caso disso", remeteu.

Na quinta-feira, o chefe de Estado tinha dito esperar que o eventual fecho rotativo de urgências de obstetrícia em Lisboa seja "devidamente esclarecido e explicado", para "serenar os espíritos das pessoas".

Sobre o impasse na Lei de Bases da Saúde, Marcelo reitera a mesma posição sobre este tema. "Só me pronuncio sobre isso e mais não sei quantos diplomas que estão na Assembleia se e quando chegarem essas iniciativas legislativas a Belém. Não me pronuncio sobre isso", respondeu.

Exclusivos

Premium

Crónica de Televisão

Os índices dos níveis da cadência da normalidade

À medida que o primeiro dia da crise energética se aproximava, várias dúvidas assaltavam o espírito de todos os portugueses. Os canais de notícias continuariam a ter meios para fazer directos em estações de serviço semidesertas? Os circuitos de distribuição de vox pop seriam afectados? A língua portuguesa resistiria ao ataque concertado de dezenas de repórteres exaustos - a misturar metáforas, mutilar lugares-comuns ou a começar cada frase com a palavra "efectivamente"?

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O voluntariado

A voracidade das transformações que as sociedades têm sofrido nos últimos anos exigiu ao legislador que as fosse acompanhando por via de várias alterações profundas à respetiva legislação. Mas há áreas e matérias em que o legislador não o fez e o respetivo enquadramento legal está manifestamente desfasado da realidade atual. Uma dessas áreas é a do voluntariado. A lei publicada em 1998 é a mesma ao longo destes 20 anos, estando assim obsoleta perante a realidade atual.