Colégio Militar organiza dia aberto no 1.º de Maio. BE questiona Governo

Bloquistas perguntam ao Ministério da Defesa se está disponível para impedir a realização desta iniciativa num dia em que se comemora o Dia do Trabalhador e que obrigará o pessoal civil a trabalhar no feriado.

O Bloco de Esquerda pediu explicações ao Governo por causa de um "dia aberto" que o Colégio Militar vai organizar no 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, e pergunta se o executivo está disponível para impedir a atividade.

Para o BE, na carta a que o DN teve acesso, é "incompreensível e até paradoxal o agendamento do 3.º Open Day do Colégio Militar para 1 de maio de 2019, precisamente em dia de feriado nacional comemorativo ao Dia do Trabalhador".

Esta iniciativa, argumentam os bloquistas, "pressupõe a realização de um conjunto de atividades 'desportivas e culturais' que, por norma, têm lugar durante o período matutino e vespertino" e "presume-se, de igual modo, que o pessoal civil estará de serviço nesse mesmo evento e durante o período de execução do mesmo".

No entanto, para o BE, o Dia do Trabalhador é "um feriado nacional e de cariz obrigatório, requerendo, por conseguinte, a dispensa compulsória dos trabalhadores". O que não acontecerá, presume a bancada bloquista, com pessoal civil que trabalha no Colégio Militar.

Nas perguntas dirigidas ao Ministério da Defesa, os deputados João Vasconcelos e Pedro Filipe Soares questionam o gabinete de João Gomes Cravinho sobre se o executivo socialista teve "conhecimento" da iniciativa e sobre "o que levou ao agendamento do 3.º Open Day do Colégio Militar para o dia 1 de maio, feriado nacional comemorativo do Dia do Trabalhador".

A rematar, o BE quer saber se o Governo está "disponível para impedir" que esta iniciativa do Colégio Militar "se realize no dia 1 de maio, de forma a evitar que trabalhadores estejam de serviço em pleno feriado nacional comemorativo do Dia do Trabalhador".

O BE recorda que o 1.º de Maio "representa uma data particularmente simbólica, comemorada a nível internacional, cuja existência serve para homenagear a greve de Chicago de 1 de maio de 1886 e que desde então permitiu melhorar as condições de trabalho e reduzir a jornada laboral para milhões de trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo".

O Governo tem 30 dias para responder ao grupo parlamentar do Bloco de Esquerda.

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