Câmara quer promover turismo na Praça de Espanha/Gulbenkian e Campo Grande/Lumiar

Objetivo passa por dispersar o turismo por toda a cidade e área metropolitana de Lisboa

A Câmara de Lisboa quer dispersar os fluxos turísticos pela cidade, e aposta no eixo Praça de Espanha/Fundação Gulbenkian, o núcleo museológico do Campo Grande/Paço do Lumiar e a zona que integra a Feira Popular na Pontinha.

"Melhorar a atratividade de novos polos de atração turística na cidade fora do centro histórico e da zona monumental de Belém" é o objetivo enunciado pela autarquia num documento intitulado "Visão Estratégica para o Ordenamento Urbanístico do Turismo em Lisboa", a que o DN teve acesso, um dos relatórios que o executivo camarário vai levar à reunião do próximo dia 25, em que serão votadas as novas zonas de contenção ao alojamento local na cidade, que vão abranger o Castelo, Alfama e Mouraria, bem como o Bairro Alto e Madragoa.

No documento, a autarquia enuncia um "conjunto de políticas públicas" com vista a adaptar a cidade à nova realidade - o peso crescente do turismo -, entre os quais inclui "defender o stock de habitação permanente", "limitar a instalação de novos estabelecimentos turísticos nos bairros onde a sua presença já tem um peso excessivo em relação à residência total disponível" ou "proteger o caráter dos bairros da gentrificação, favorecendo o arrendamento acessível de
iniciativa municipal e defendendo o comércio de bairro".

A autarquia lisboeta enuncia também o propósito de "incentivar a dispersão do turismo por todo o território metropolitano com visitas às praias da Caparica e da Linha de Cascais, à Reserva do Estuário do Tejo e aos parques naturais de Sintra, Cascais, Arrábida e Estuário do Sado". E "dinamizar o Estuário do Tejo como grande espaço natural em torno do qual se organiza a Área Metropolitana de Lisboa".

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