Bloco e PAN ausentes na recepção do Parlamento ao presidente chinês

Xi Jinping visitou a Assembleia da República hoje de manhã. Presidente da comissão de Negócios Estrangeiros, Sérgio Sousa Pinto (PS), também não apareceu.

Propositadamente, para assinalarem a sua distância face a um regime com cadastro negro em ternos de direitos humanos, os deputados do Bloco de Esquerda e o deputado do PAN primaram pela ausência, esta quarta-feira de manhã, na recepção parlamentar ao Presidente chinês, Xi Jinping.

Quem também não esteve presente, foi o presidente da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros, o socialista Sérgio Sousa Pinto, por se encontrar em Washington, segundo o próprio afirmou ao DN.

Foi uma visita, de cerca de uma hora, marcada por uma total ausência de palavras públicas, quer da parte do chefe do Estado chinês quer da parte do anfitrião, Ferro Rodrigues, presidente da Assembeia da República.

Xi Jinping foi recebido com honras militares da GNR em frente à Assembleia da República, tendo Ferro Rodrigues a recebê-lo. Chegou com um atraso de doze minutos face à hora marcada (10h40).

Depois entrou no Parlamento, sempre tendo a seu lado o presidente da AR, e nos Passos Perdidos, assinou o livro de honra. Assinatura simples, sem nenhuma mensagem política, acompanhada apenas da data.

A seguir, o PR chinês e o presidente da AR, acompanhados das respetivas comitivas, reuniram, à porta fechada, no salão nobre da Assembleia da República. E, finda a reunião, foi feita uma fotografia de família na sala das sessões. Pelas 11.40, Xi Jinping e comitiva deixaram a Assembeia, em direção ao Palácio de Queluz, para um encontro com o primeiro-ministro português, António Costa.

Atualização: 00:20 de quinta-feira com informação sobre Sérgio Sousa Pinto

Ler mais

Exclusivos

Premium

Viriato Soromenho Marques

Quem ameaça a União Europeia?

Em 2017, os gastos com a defesa nos países da União Europeia tiveram um aumento superior a 3% relativamente ao ano anterior. Mesmo em 2016, os gastos militares da UE totalizaram 200 mil milhões de euros (1,3% do PIB, ou o dobro do investimento em proteção ambiental). Em termos comparativos, e deixando de lado os EUA - que são de um outro planeta em matéria de defesa (o gasto dos EUA é superior à soma da despesa dos sete países que se lhe seguem) -, a despesa da UE em 2016 foi superior à da China (189 mil milhões de euros) e mais de três vezes a despesa da Rússia (60 mil milhões, valor, aliás, que em 2017 caiu 20%). O que significa então todo este alarido com a necessidade de aumentar o esforço na defesa europeia?