Azeredo Lopes: "Nego categoricamente qualquer conhecimento de ações de encobrimento"

Vasco Brazão terá dito que Martins Pereira telefonou a Azeredo Lopes à frente dele e do então diretor da PJM, coronel Luís Vieira

O ministro da Defesa nega ter tido conhecimento do encobrimentos em Tancos. A afirmação surge em reação às notícias que dão conta de que o ministro tinha sido informado da encenação da recuperação das armas de Tancos, uma acusação do ex-porta voz da Polícia Judiciária Militar, Vasco Brazão.

"Nego categoricamente qualquer conhecimento de ações de encobrimento", disse Azeredo Lopes, à margem da reunião dos ministros da Defesa da NATO, em Bruxelas.

Segundo avançou esta quinta-feira o Expresso, Vasco Brazão disse terça-feira em tribunal que no final de 2017 entregou em mão um memorando sobre a operação a Martins Pereira, desde janeiro deste ano Adjunto para o Planeamento e Coordenação no Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) e depois de promovido a tenente-general.

Vasco Brazão, durante o interrogatório de oito horas, adiantou que Martins Pereira telefonou a Azeredo Lopes à frente dele e do então diretor da PJM, coronel Luís Vieira, e que "o chefe de gabinete e o ministro não teceram comentários sobre aquela informação nova, limitando-se a registar o caso", acrescenta o Expresso.

Daqui decorre que haverá pelo menos um documento e uma testemunha da sua entrega ao chefe de gabinete de Azeredo Lopes, bem como do telefonema de Martins Pereira para o ministro. O tenente-general Martins Pereira escusou-se a fazer quaisquer comentários sobre o caso ao DN.

O advogado do major Vasco Brazão também se escusou a comentar a informação de que o ministro da Defesa soube pelo seu cliente, através do chefe de gabinete, da operação que a PJ Militar (PJM) montou para recuperar o material furtado em Tancos.

Ricardo Sá Fernandes falava esta quinta-feira no Campus da Justiça, pouco depois de o Expresso ter avançado a notícia. O advogado deixou implícito que a notícia não colocou em causa a "dignidade e honra" do major Vasco Brazão ao afirmar que só falaria do caso se tivesse de "defender" a honra e dignidade daquele militar.

Azeredo Lopes já tinha negado ao Expresso ter alguma vez recebido informação sobre a operação realizada pela PJM para recuperar o material e que o Ministério Público afirma ter sido forjada.

Ao semanário, António Costa manteve a confiança no ministro: "Desconheço em absoluto o que tenha sido dito por qualquer pessoa em qualquer depoimento, que aliás presumo que esteja em segredo de justiça", mas "conheço o que de modo inequívoco o ministro da Defesa Nacional já declarou em público e que não suscita qualquer quebra de confiança."

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