Annan "foi sempre um parceiro leal, franco" de Portugal, diz Seixas da Costa

Embaixador e antigo secretário de Estado dos Assuntos Europeus evoca ação sábia e firme de Kofi Annan na afirmação das Nações Unidas.

Kofi Annan "foi sempre um parceiro leal, franco" para Portugal e "um homem de verdade nesse tempo difícil que foi a afirmação dos direitos do povo timorense", afirmou este sábado o embaixador Seixas da Costa.

Num texto publicado nas redes sociais a lamentar este "momento triste, como o são sempre os momentos da desaparição dos amigos", Francisco Seixas da Costa realçou ainda a "forte visibildiade internacional" que Kofi Annan conseguiu dar à questão de Timor.

O antigo secretário de Estado dos Assuntos Europeus português foi embaixador de Portugal junto das Nações Unidas em 2001 e recordou que Kofi Annan, cuja morte aos 80 anos foi conhecida este sábado, conduziu, "com saber mas também com firmeza, um período importante de afirmação da ONU, num tempo em que o multilateralismo pareceu ter uma oportunidade, quando a América teve Bill Clinton à sua frente".

Seguiu-se, "precisamente na altura em cheguei a Nova Iorque", a eleição de George W. Bush "e as Nações Unidas viriam a sofrer um novo abalo na sua autoridade, marcado pelo desprezo unilateralista que conduziu à invasão do Iraque", escreveu ainda Seixas da Costa.

Ler mais

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.