Annan "foi sempre um parceiro leal, franco" de Portugal, diz Seixas da Costa

Embaixador e antigo secretário de Estado dos Assuntos Europeus evoca ação sábia e firme de Kofi Annan na afirmação das Nações Unidas.

Kofi Annan "foi sempre um parceiro leal, franco" para Portugal e "um homem de verdade nesse tempo difícil que foi a afirmação dos direitos do povo timorense", afirmou este sábado o embaixador Seixas da Costa.

Num texto publicado nas redes sociais a lamentar este "momento triste, como o são sempre os momentos da desaparição dos amigos", Francisco Seixas da Costa realçou ainda a "forte visibildiade internacional" que Kofi Annan conseguiu dar à questão de Timor.

O antigo secretário de Estado dos Assuntos Europeus português foi embaixador de Portugal junto das Nações Unidas em 2001 e recordou que Kofi Annan, cuja morte aos 80 anos foi conhecida este sábado, conduziu, "com saber mas também com firmeza, um período importante de afirmação da ONU, num tempo em que o multilateralismo pareceu ter uma oportunidade, quando a América teve Bill Clinton à sua frente".

Seguiu-se, "precisamente na altura em cheguei a Nova Iorque", a eleição de George W. Bush "e as Nações Unidas viriam a sofrer um novo abalo na sua autoridade, marcado pelo desprezo unilateralista que conduziu à invasão do Iraque", escreveu ainda Seixas da Costa.

Ler mais

Exclusivos

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.