Rui Rio quer "fazer justiça" ao PSD/Madeira

Manuel Carlos Freire
O presidente do PSD, Rui Rio (segundo da esquerda) com o líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, esta manhã no Chão da Lagoa© HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

O líder nacional do PSD disse este domingo que a sua participação na festa do partido no Chão da Lagoa visa "fazer justiça" ao desempenho dos social-democratas madeirenses e sublinhou o cariz "genuíno" do evento.

"Venho aqui fazer justiça àquilo que é o trabalho que o PSD fez ao longo destes quarenta e tal anos, desde 1976, em prol de uma franja do território nacional, que é a Madeira", afirmou aos jornalistas, no momento em que iniciou o percurso pelas barracas representativas das 54 freguesias da região autónoma.

O presidente do PSD chegou a meio da manhã à Herdade do Chão da Lagoa, nas serras do Funchal, acompanhado pelo líder regional do partido e presidente do governo madeirense, Miguel Albuquerque, onde encontrou o ex-chefe do executivo Alberto João Jardim, que já não participava na festa deste 2015.

"Com certeza que me sinto bem na presença dos dois. Se não estivessem os dois é que não me sentiria bem", afirmou Rui Rio, mostrando-se, por outro lado, confiante na vitória do PSD nas eleições regionais do próximo ano.

O líder social-democrata considerou, no entanto, que a Festa do Chão da Lagoa - o maior evento partidário da Madeira - "não é o pontapé de saída para as eleições regionais", mas apenas um "primeiro passo", havendo ainda "um caminho a percorrer" até lá.

Rui Rio disse, por outro lado, que a Festa do Pontal, no Algarve, que assinala a reentrada política do PSD após o verão, este ano "vai ser diferente" e vai "regressar às origens", vincando também que está confiante que o partido vai alcançar bons resultados nos três atos eleitorais do próximo ano: legislativas nacionais, legislativas regionais e europeias.

Confiante mostrou-se também Alberto João Jardim, líder histórico do partido, que considerou que "se o PSD não ganhar, está-se muito mal" e sublinhou que o povo português é culturalmente social-democrata, afastando-se e aproximando-se do partido em função das lideranças e das pessoas que o dirigem.