Paulo Rangel defende demissão do chefe do Exército

Eurodeputado do PSD qualifica como "leviano e sobranceiro, verdadeiramente chocante" António Costa referir-se ao furto aos paióis de Tancos como "caso de polícia"

Manuel Carlos Freire
Paulo Rangel (ao centro) é eurodeputado do PSD© João Manuel Ribeiro/Global Imagens

"O Governo tem de atuar e tem de provocar" a demissão do chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), defendeu o eurodeputado Paulo Rangel num artigo de opinião no jornal Público desta terça-feira.

"O modo leviano e sobranceiro, verdadeiramente chocante, como o primeiro-ministro" qualificou o furto como "caso de polícia" na recente entrevista ao semanário Expresso, nas palavras do antigo ministro da Justiça, leva-o a argumentar que "já só sobra a esperança de que o Presidente da República - que aqui tem sido tão pertinaz - seja capaz de repor a credibilidade do Estado".

Paulo Rangel frisou que "a responsabilidade imediata" pelo ocorrido "repousa naturalmente" no CEME, "que incompreensivelmente se mantém em funções".

O furto nos paiós de Tancos ocorreu em junho de 2017. A PJ Militar tratou o caso como "um crime estritamente militar" mas a PJ disse suspeitar da prática de crimes relacionados com terrorismo para assumir a investigação, posição que o Ministério Público validou.

Para Paulo Rangel, o facto de António Costa remeter o caso para a Procuradoria-Geral da República - responsável pela investigação criminal - tem uma explicação: "Claramente quer visar, para outros propósitos, a titular do cargo", Joana Marques Vidal (que está a terminar o seu mandato).