Partidos devem evitar "berrar" sobre a Venezuela, avisa Marcelo

Presidente pede para partidos evitarem usar a situação naquele país como arma de arremesso durante a campanha eleitoral. Pode ser prejudicial para os portugueses que lá vivem

Miguel Marujo
© PAULO NOVAIS/LUSA

Marcelo Rebelo de Sousa pede prudência aos partidos para evitarem usar a Venezuela como arma de arremesso na campanha eleitoral. "Começar a berrar" sobre o que se deve fazer para apoiar os emigrantes portugueses nesse país sul-americano pode ser prejudicial, avisou o Presidente da República em entrevista à Rádio Renascença.

"Para alguns, pode ser muito interessante, erradamente, começar a berrar em torno disso, mas podem prejudicar os nossos compatriotas que lá estão. O que tem que ser feito, tem que ser feito de uma forma que não é pública", alertou.

Para Marcelo, os portugueses na Venezuela já estão a ser apoiados da forma que devem ser apoiados. "Há um reforço de meios de toda a natureza para apoio aos portugueses", sobretudo para os que têm estabelecimentos comerciais, explicou, e "sentem na rua os efeitos da crise económica e social". Mas esse apoio é feito discretamente, sem ondas.

A ideia, antecipou o Chefe do Estado, é "pacificar, a começar pelo espírito das pessoas", o que se faz sem "levantar ondas, nem criar especulações, nem suscitar problemas que depois são contraproducentes para os nossos nacionais".

O Presidente confirmou que tem "acompanhado a par e passo" a situação no país e garantiu que, tanto da parte da Presidência como do Governo, "existe uma permanente preocupação com a nossa comunidade".