Marinha, Exército e Força Aérea já empenharam 5676 militares no combate aos fogos

Plano Hefesto concentra atualmente a maioria dos militares empregues no apoio às autoridades civis em ações de vigilância, combate e rescaldo dos fogos florestais.

Manuel Carlos Freire
Militares em operações de rescaldo e consolidação pós-incêndio | foto EMGFA
Aeronaves C-295 da Força Aérea são empregues em missões de vigilância e deteção de fogos | foto NUNO ANDRÉ FERREIRA/LUSA
Equipas de engenharia militar abrem vias com máquinas de rasto | foto EMGFA
Dados recolhidos pelos C-295 são enviados para estação em terra e distribuídos à Proteção Civil com atraso de 4 segundos | foto Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens
Militares em operações de vigilância e patrulhamento | foto emgfa
Aeronaves C-295 utilizam radares térmicos e câmaras de alta definição para detetar focos de incêndio  | foto EMFA

Um total de 5676 militares dos três ramos das Forças Armadas foram empenhados este ano em 668 missões relacionadas com a prevenção e vigilância dos fogos florestais, informou esta segunda-feira fonte oficial.

O porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), comandante Coelho Dias, disse ao DN que os números abrangem o apoio à Proteção Civil, ao Instituto das Florestas e às autarquias com quem há protocolos firmados.

Com o incêndio de Monchique - onde estão empenhados 160 militares, dos quais 136 do Exército, 19 da Marinha e cinco da Força Aérea - em pano de fundo, Coelho Dias realçou a importância que o EMGFA está a dar a "uma distribuição equitativa do esforço e do apoio das Forças Armadas à Proteção Civil, tirando vantagens da especificidade e das capacidades de cada ramo".

Além dos militares e da engenharia militar do Exército, a que pertence a grande maioria dos efetivos empenhados em todo o território, em Monchique também estão a ser empregues fuzileiros da Marinha e uma equipa da Força Aérea também com uma máquina de rasto.

A Força Aérea, além de voos de vigilância e reconhecimento com as aeronaves C-295, está igualmente a dar apoio logístico na base de Beja aos aviões da Proteção Civil empenhados no sul do país.

Note-se que as principais intervenções das Forças Armadas decorrem nesta altura ao abrigo do chamado Plano Hefesto, em apoio da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e para açôes de combate e prevenção de fogos rurais.

"Este ano temos mais meios, estamos melhor organizados e melhor preparados", frisou Coelho Dias. Com base no que foram as análises às tragédias ocorridas em 2017, "o EMGFA, a Marinha, o Exército e a Força Aérea fizeram um enorme esforço de planeamento para poderem atuar de forma mais eficaz e eficiente ao serviço da segurança dos portugueses", acrescentou.

"Os ramos das Forças Armadas têm adaptado a sua doutrina, organização, treino, material, pessoal e interoperabilidade para melhor fazer face às solicitações que são esperadas" no âmbito do sistema de defesa da floresta contra os incêndios rurais, assegurou ainda o porta-voz do EMGFA.

No âmbito do Plano Faunus, celebrado com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para ações de vigilância preventiva através do patrulhamento das áreas identificadas, o número de patrulhas passou de 26 para 44 durante o período crítico de incêndios florestais.

"Os meios humanos e materiais das Forças Armadas estão distribuídos em áreas de patrulha em articulação com o ICNF, de norte a sul do país, de acordo com a criticidade do risco de incêndio nos espaços a vigiar e a sua importância ambiental e económica", precisou o porta-voz do EMGFA.