Marcelo, o presidente que não deixa escapar um bom mergulho

Nesta segunda-feira foi só mais um, a verdade é que Presidente da República gosta de água, seja rio ou mar. E pensar que o primeiro mergulho mediático foi em 1989 no rio Tejo numa campanha para a Câmara Municipal de Lisboa, perdida para o socialista Jorge Sampaio

Bruno Pires
Na praia do Gigi, no Algarve, onde costuma passar férias
Em Ponta Delgada, já neste ano de 2018
Em Luanda, na praia Coconuts, em 2017
Na 'sua' praia de Cascais, em junho deste ano, com jovens que participaram no Encontro Nacional de Associações Juvenis | foto Foto Beachcam.meo.pt
No presente mês de agosto na praia fluvial de nandufe

Se há coisa que Marcelo Rebelo de Sousa gosta de fazer é ter contacto com a água e aproveitar para nadar seja num rio ou no mar. A primeira vez que a opinião pública se deu conta disso foi em 1989, quando, ainda de barba, em plena campanha autárquica para a Câmara Municipal de Lisboa resolveu dar um mergulho no Tejo para chamar a atenção para a poluição do rio. Nos dias de hoje admite que fez isso porque tinha pouca notoriedade. De pouco lhe valeu, pois perdeu para o socialista Jorge Sampaio, que também haveria de ser inquilino de Belém.

De 1989 para cá pouco mudou. Sabe-se que antes de ser Presidente da República dava o seu mergulho costumeiro em Cascais. Mas desde que venceu as presidenciais tem mergulhado por tudo quanto é sítio. Em Portugal já se atirou ao mar, pelo menos, em Ponta Delgada, em Nadufe (Tondela), na praia do Gigi, na Quinta do Lago, onde passa habitualmente férias, e agora também em Penela, onde esteve nesta segunda-feira.

No estrangeiro já experimentou, como Presidente da República, a praia Coconuts em Luanda, a propósito da tomada de posse de João Lourenço como Presidente de Angola. E na altura lembrou a sua rotina quando dava aulas na capital angolana, em 2005: "Então, de manhãzinha, vinha aqui nadar. Exatamente no mesmo sítio, com as mesmas correntes, puxa ligeiramente para fora, mas uma água quente, muito quente e muito transparente, muito pouco poluída. Está ótima e é um bom começo de dia", disse o homem que de há 40 anos a esta parte dá um mergulho na praia de Cascais a 24 de dezembro, antes da consoada.