"É muito importante para Portugal que o Executivo de Costa termine a legislatura"

Ao jornal "La Voz de Galicia", Marcelo considera que o Governo deve dar prioridade às questões sociais, como "a saúde pública, a justiça e a educação"

Susete Henriques
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa© MIGUEL A. LOPES / LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acredita que o Governo, apoiado pela esquerda parlamentar, vai levar o seu mandato até ao fim, disse em entrevista ao jornal La Voz de Galicia, no âmbito da atribuição do prémio Fernández Latorre, que, pela primeira vez distinguiu um chefe de Estado estrangeiro.

"A pouco mais de um ano das eleições legislativas no meu país, considero politicamente muito importante para Portugal que o Executivo de [António Costa] termine a legislatura, evitando crises internas", afirmou o Presidente da República. Aliás, uma posição que, voltou a sublinhar, defende desde que tomou posse.

"Deve continuar com a consolidação orçamental, sustentar o crescimento criando condições para que possa ser duradouro e esteja assente em mais exportações e, sobretudo, investimento"

Questionado sobre quais são os principais problemas que Portugal e eo Executivo de António Costa enfrentam atualmente, Marcelo Rebelo de Sousa considera que o "governo não deve baixar os braços nem ter demasiada confiança". "Deve continuar com a consolidação orçamental, sustentar o crescimento criando condições para que possa ser duradouro e esteja assente em mais exportações e, sobretudo, investimento", defendeu.

"Deve-se evitar que este longo ano eleitoral, que já começou, contorne os debates essenciais para os portugueses e que faça regressar crispações inúteis do passado"

Ao Governo, o chefe de Estado pede que seja dada mais atenção às reinvidações sociais, "como a saúde pública, a justiça e a educação". Marcelo deseja que o Executivo consiga terminar a reoganização do poder político em Portugal, "como a descentralização, de forma mais sustentada, justa e realista".

Ao jornal galego, Marcelo faz ainda um apelo : "Deve-se evitar que este longo ano eleitoral, que já começou, contorne os debates essenciais para os portugueses e que faça regressar crispações inúteis do passado"