CDS volta a pedir demissão do ministro Azeredo Lopes

Exigência, que parecia ter caído no verão, regressa a par da admissão dos centristas em requerer uma comissão de inquérito sobre furto nos paióis de Tancos

Manuel Carlos Freire
António Carlos Monteiro (CDS) é membro da Comissão de Defesa© Vítor Rios/Global Imagens

O CDS recuperou a exigência de demissão do ministro da Defesa, Azeredo Lopes, devido ao que qualificam como falta de respostas do governante sobre o furto nos paióis do Exército em Tancos, em junho de 2017.

Azeredo Lopes "continua sem saber o que lá havia, o que lá aconteceu e o que lá se passou", pelo que "demonstrou mais uma vez que já não devia ser ministro da Defesa", disse o deputado centrista António Carlos Monteiro aos jornalistas, no final da audição parlamentar sobre o caso de Tancos.

António Carlos Monteiro lembrou que o ministro da Defesa "disse aos portugueses que tinham sido recuperadas as armas" furtadas em Tancos, em outubro passado e na sequência do comunicado da PJ Militar.

Como, dias depois, o chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) revelou ter aparecido uma caixa de petardos não referenciada na lista do material furtado e que faltavam as munições de 9 mm, António Carlos Monteiro acrescentou: "Hoje sabemos que [Azeredo Lopes] enganou os portugueses e diz que já não pode dar essa mesma garantia, nada esclarece sobre o que aconteceu e empurra toda a responsabilidade" para a PJ Militar.

Na abertura da audição parlamentar, o deputado João Rebelo (CDS) deixou em aberto se foi o ministro "a mentir" aos portugueses - ao dizer que tinha sido tudo recuperado - ou se foi a hierarquia militar a enganar o Governo e a estar na origem dessas declarações.