Santana causa "nervoso miudinho" no PSD e CDS

Os dois partidos estão preocupados com a divisão do espaço centro-direita, segundo Marques Mendes. Enquanto António Costa "esfrega as mãos de contente".

Marques Mendes garantiu, no seu habitual comentário na SIC, que PSD e CDS escondem o quanto o novo partido de Pedro Santana Lopes os está a incomodar, porque temem a divisão do seu espaço eleitoral. Ao invés, sublinhou, o PS está satisfeito. "Diria que nunca o PS esteve tão em sintonia com Santana Lopes como agora", afirmou.

O antigo líder do PSD elogiou o nome escolhido por Santana para a nova formação política - Aliança -, que considerou "apelativo". Mas em termos de princípios e ideias orientadoras "é tudo mais do mesmo".

O facto de Santana Lopes ser um "engulho sério" para o PSD contribuiu, a par da divisão interna, para que a rentrée de Rui Rio seja a mais difícil de todas. "Rui Rio tem aqui, talvez, a última grande oportunidade de mobilizar o partido e marcar a agenda política".

O líder do PSD, disse Mendes, tem de fazer um discurso diferente. Se estivesse no lugar de Rui Rio, o antigo líder social-democrata elegia quatro áreas prioritárias: economia, demografia, política fiscal e saúde.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.