Governo anuncia contratação de 450 enfermeiros e 400 auxiliares

Ministério da Saúde diz que os hospitais vão iniciar de imediato procedimentos para celebrar os contratos e que estes profissionais já vão dar resposta à pico de gripe

O Ministério da Saúde anunciou este sábado que vão ser contratados 450 enfermeiros e 400 assistentes operacionais para os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Numa nota, o gabinete da ministra da Saúde, Marta Temido, informa que "os hospitais vão iniciar de imediato os procedimentos necessários à celebração de contrato, constituindo este o primeiro reforço de recursos humanos para 2019".

O Ministério da Saúde acrescenta que a autorização conjunta do Ministério da Saúde e do Ministério das Finanças "prevê a contratação destes profissionais por tempo indeterminado, na medida em que irão satisfazer necessidades permanentes de serviço".

Segundo a mesma nota, estes profissionais irão dar resposta, "em simultâneo, às necessidades sazonais, ou seja, associadas ao período de inverno e ao surgimento de síndromas gripais e respiratórios".

Nesta época de inverno, o Ministério da Saúde aproveita para recomendar que os cidadãos sigam as recomendações da Direção-Geral da Saúde sobre as consequências das temperaturas baixas e recorram em primeiro lugar ao SNS 24 (808 24 24 24) e aos cuidados de saúde primários - que terão horários alargados - antes de se dirigirem às urgências dos hospitais.

Enfermeiros mantém greve

A contratação de mais profissionais para o Serviço Nacional de Saúde é uma das reivindicações dos enfermeiros que têm estado em guerra com o Ministério da Saúde. Ainda esta sexta-feira, a Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) e o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) estiveram reunidos com a tutela, tendo saído mais otimistas em relação às negociações, embora tivessem decidido manter o pré-aviso de greve para o período entre 14 de janeiro e 28 de fevereiro. A reunião de 11 de janeiro será decisiva para se saber se a greve avança ou não.

No final da reunião, em declarações à Lusa,os presidentes da ASPE, Lúcia Leite, e do Sindepor, Carlos Ramalho, destacaram a aproximação e a abertura para negociar do Governo em relação às propostas dos sindicatos, como a definição da carreira de enfermagem em três categorias, incluindo a de enfermeiro especialista.

A greve dos enfermeiros aos blocos operatórios, que se prolongou por mais de um mês, levou ao cancelamento de 10 mil cirurgias, de acordo com dados dos sindicatos.

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