Freitas do Amaral. Voto de pesar aprovado com abstenções do PCP e PEV

O Parlamento aprovou esta tarde, com a abstenção do PCP e do PEV, um voto de pesar pela morte de Diogo Freitas do Amaral, fundador do CDS, que morreu em 3 de outubro, aos 78 anos.

O voto de pesar foi apresentado pelo CDS, na comissão permanente da Assembleia da República, que destacou que "a morte de Diogo Pinto de Freitas do Amaral deixa luto a Democracia portuguesa, que ajudou a fundar e consolidar".

Na hora da votação, as bancadas do PCP e PEV optaram pela abstenção e os restantes grupos parlamentares (PS, PSD, CDS, BE) votaram a favor.

Com este voto, o Parlamento lembrou "um dos fundadores da democracia, um homem de Estado, um notável académico, e uma figura fundamental da democracia-cristã europeia".

Após a leitura e votação do voto, os deputados cumpriram um minuto de silêncio por Freitas do Amaral, por Manuela Silva, Avelino Ferreira Torres, do CDS, e João Gaspar, do PS.

O fundador do CDS e ex-ministro Freitas do Amaral morreu a 3 de outubro, aos 78 anos.

Diogo Pinto Freitas do Amaral, professor universitário, nasceu na Póvoa de Varzim, no distrito de Porto, em 21 de julho de 1941. Foi presidente do CDS, partido que ajudou a fundar em 19 de julho de 1974, e ministro em vários governos.

Freitas do Amaral, que estava internado desde 16 de setembro, fez parte de governos da Aliança Democrática (AD), entre 1979 e 1983, e mais da tarde do PS, entre 2005 e 2006, após ter saído do CDS em 1992.

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