Corte de quase 500 mil euros na Lusa: "Absolutamente inaceitável", diz o PCP

Comunistas questionam tutela das Finanças sobre corte na rubrica que garante o pagamento de muita da atividade jornalística diária da agência de notícias e perguntam a Mário Centeno como vai reverter a situação.

O PCP classificou nesta terça-feira de "absolutamente inaceitável" o corte de quase meio milhão de euros na rubrica de "fornecimentos e serviços externos" (FSE) da Lusa e questionou a tutela das Finanças sobre como vai reverter a situação.

Os acionistas da Lusa, reunidos em assembleia geral, aprovaram no dia 19 de julho, entre outros pontos, o plano de atividades e orçamento da agência de notícias, depois de a sua votação ter sido adiada sucessivamente desde março.

Nessa reunião magna, o acionista Estado fez uma declaração de voto em que impôs um limite de 3,630 milhões de euros nos FSE, o que representa um corte de 462 mil euros, menos 11% do que estava aprovado pelo conselho de administração.

"É exatamente a rubrica que garante o pagamento de muita da atividade jornalística diária da agência Lusa, que paga os salários dos jornalistas avençados, mas também dos correspondentes, tanto a nível nacional como internacional, pelo que tal corte pode significar o risco de desemprego para profissionais da Lusa", aponta a deputada comunista Diana Ferreira, nas perguntas enviadas ao Ministério das Finanças.

"É absolutamente inaceitável que, após se ter reposto, por proposta do PCP, em Orçamento do Estado, o valor da indemnização compensatória da Lusa que o anterior governo do PSD-CDS havia cortado, se recorra agora a 'expedientes' que vão fragilizar ainda mais a agência noticiosa que há já vários anos vem-se batendo com sérias dificuldades", prossegue a deputada.

Considerando que o governo tem de "assumir as suas responsabilidades perante a agência Lusa, o que significa cumprir integralmente o contrato-programa assinado e garantir a totalidade do financiamento para que a Lusa possa cumprir as suas funções", o PCP aponta que este corte "enfraquece a agência Lusa, que desrespeita o serviço público" que presta e que a ser concretizado "fragiliza igualmente o direito a uma informação livre, rigorosa e pluralista".

"Como justifica o governo ter tomado esta decisão" e que "medidas vai tomar para reverter, no imediato, essa decisão e garantir que os 462 mil euros se mantêm no orçamento da agência Lusa" são as questões suscitadas pelo PCP.

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