Comunistas questionam Cravinho sobre denúncias de praxes na Escola Naval

PCP estranha restrição de contactos entre alunos do primeiro ano e os restantes face à invocada ausência de quaisquer práticas ilícitas.

O grupo parlamentar do PCP questionou esta sexta-feira o ministro da Defesa sobre a natureza das averiguações feitas pela Marinha após receber denúncias de praxes violentas ocorridas na Escola Naval (EN).

Na base do requerimento enviado a João Gomes Cravinho está o relato daquelas denúncias publicado quinta-feira pelo DN e onde a Marinha informava que as averiguações feitas indicaram não haver "qualquer indício de práticas contrárias aos valores, aos regulamentos, à disciplina, à moral e à ética que rege a EN".

Partindo dessa posição oficial da Marinha, o PCP pergunta: "Porque decidiu o comandante da EN restringir os contactos entre os alunos do 1º ano e dos restantes anos ao estritamente necessário?"

Querendo saber se as averiguações feitas pela Marinha são "preliminares ou definitivas", os deputados comunistas perguntam a Gomes Cravinho se o ramo "vai realizar uma averiguação mais profunda que passa, necessariamente, por ouvir os cadetes, seus familiares e recolher outros testemunhos que permitam o total esclarecimento do sucedido".

"Quais são os valores éticos e regulamentos que regem a EN quanto a esta matéria" das praxes, lê-se ainda no requerimento do PCP a que o DN teve acesso.

Para o PCP, são inaceitáveis os comportamentos relatados de "violência física, privação do sono, tratamento humilhante e degradante" e não se justifica - com base na exigência da formação militar e nas missões a desempenhar - que se "ultrapassem os limites do respeito, dignidade e salvaguarda da integridade física dos cadetes".

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