Chefe militar centro-africano está em Portugal e visita comando amputado

Cerimónia de boas vindas ao chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas da República Centro-Africana decorreu junto à Torre de Belém

Uma reunião de trabalho dos chefes do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) de Portugal e da República Centro-Africana (RCA) marcou esta segunda-feira, em Oeiras, o início da visita do general de brigada Zéphirin Mamadou.

O encontro entre o almirante Silva Ribeiro e Zéphirin Mamadou no Reduto Gomes Freire, sede do Comando Conjunto para as Operações Militares, foi antecedido por uma cerimónia de boas vindas junto à Torre de Belém, em que a guarda de honra ao CEMGFA da RCA era formada por militares da Armada.

O general de brigada Zéphirin Mamadou, que visita esta tarde a base aérea de Sintra, vai realizar uma visita de dois dias a Portugal que inclui uma ida ao quartel do Regimento de Comandos e um encontro com o militar português a quem foram amputadas as pernas após um incidente ocorrido na RCA em meados de junho.

As forças especiais do Exército - comandos e paraquedistas - atuam na RCA desde o início de 2017, como força de reação rápida às ordens do comandante operacional da missão das Nações Unidas (MINUSCA).

A 13 de junho, durante a deslocação de uma coluna militar a centenas de quilómetros da capital e num período de fortes chuvadas na região, a viatura blindada Humvee em que seguia o soldado comando Aliu Camará despistou-se e capotou.

Aquele militar, que seguia no lugar do apontador, sofreu um traumatismo craniano e ferimentos graves nas pernas, que tiveram de ser amputadas.

Retirado pouco depois de helicóptero para o hospital de campanha da ONU em Bangui, Aliu Camará entrou no dia seguinte no Hospital das Forças Armadas (HFAR), em Lisboa, onde prossegue a sua recuperação.

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